Sofrimento Fetal Agudo: Diagnóstico e Conduta Imediata

USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2017

Enunciado

Primigesta, 21 anos, tabagista, comparece para consulta de pré-natal com 38 semanas. Queixa-se apenas de contrações esporádicas. Refere boa movimentação fetal. Antecedentes pessoais: nega doenças ou qualquer intercorrência durante o pré-natal. Seu exame físico geral e sinais vitais estão normais. Exame físico obstétrico: altura uterina de 32 cm, sem contrações, e frequência cardíaca fetal de 130 bpm, sem desacelerações. A cardiotocografia realizada nessa consulta, após alimentação e repouso materno adequado, mostrou: feto hipoativo e hiporreativo. O ultrassom obstétrico realizado após a cardiotocografia mostrou: feto único, longitudinal, cefálico, com anatomia normal, peso estimado de 2.550 gramas (limites normais para a idade gestacional: 2.430-3.640 gramas), placenta anterior, grau II, perfil biofísico fetal de 4/8, maior bolsão de líquido amniótico de 3 cm, índice de resistência da artéria umbilical de 0,68 (limite superior da normalidade: 0,70), índice de resistência da artéria cerebral média de 0,70 (limite inferior da normalidade: 0,63) e índice de pulsatilidade do ducto venoso de 0,86. Qual alternativa possui a melhor conduta imediata para o caso? 

Alternativas

  1. A) Repetir a cardiotocografia após a realização de manobras de reanimação fetal.
  2. B) Resolver a gestação por parto cesárea devido à suspeita de sofrimento fetal agudo. 
  3. C) Induzir o trabalho de parto por causa do achado de centralização hemodinâmica fetal.
  4. D) Complementar o exame ecográfico com o estudo Doppler das artérias uterinas maternas. 

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