SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2024
Um dos principais riscos a que a população idosa está sujeita é o sobretratamento. É muito comum encontrar prescrições que não vão influenciar a qualidade de vida nem prolongar o tempo de vida da pessoa idosa, o que poderá gerar riscos superiores aos benefícios. Considerando essas informações, assinale a alternativa que apresenta uma situação clínica que representa um sobretratamento em uma população idosa.
Idosos > 80 anos com DM2: evitar sulfonilureias devido ao alto risco de hipoglicemia e benefício limitado na qualidade de vida.
O sobretratamento em idosos é um risco significativo, especialmente com medicamentos que podem causar eventos adversos graves sem um benefício claro na qualidade ou expectativa de vida. Sulfonilureias em idosos muito frágeis ou com comorbidades elevadas podem levar a hipoglicemias severas, que aumentam morbimortalidade.
O sobretratamento em idosos é um desafio crescente na geriatria, caracterizado pela prescrição de medicamentos que não trazem benefícios significativos ou cujos riscos superam os potenciais ganhos, especialmente em pacientes com múltiplas comorbidades e menor expectativa de vida. A polifarmácia, definida como o uso de cinco ou mais medicamentos, é um fator de risco importante para interações medicamentosas e eventos adversos. A avaliação individualizada e a desprescrição são estratégias cruciais para otimizar o cuidado. A decisão de tratar uma condição em idosos deve sempre considerar a relação risco-benefício, a preferência do paciente e as metas de cuidado. Por exemplo, metas glicêmicas mais flexíveis são recomendadas para idosos frágeis com diabetes mellitus tipo 2 para evitar hipoglicemias, que podem ser devastadoras. O uso de sulfonilureias, que estimulam a secreção de insulina e têm alto risco de hipoglicemia, é frequentemente desaconselhado nessa população, sendo preferíveis outras classes de hipoglicemiantes. A desprescrição é um processo sistemático de identificação e interrupção de medicamentos que podem ser prejudiciais ou desnecessários. É fundamental para reduzir a carga medicamentosa, diminuir o risco de eventos adversos e melhorar a qualidade de vida. Profissionais de saúde devem estar atentos a medicamentos com alto potencial de dano em idosos, como benzodiazepínicos, antipsicóticos, e alguns hipoglicemiantes, reavaliando continuamente a necessidade e a dose.
Os principais riscos incluem polifarmácia, interações medicamentosas, eventos adversos (como quedas e hipoglicemia), piora da qualidade de vida e aumento da morbimortalidade sem benefício clínico claro.
A desprescrição deve ser considerada quando o medicamento não oferece mais benefício claro, causa efeitos adversos, interage com outros fármacos ou quando as metas de tratamento não são mais apropriadas para a expectativa de vida e funcionalidade do paciente.
Sulfonilureias têm alto risco de hipoglicemia, que em idosos frágeis pode levar a quedas, hospitalizações e piora cognitiva, superando os potenciais benefícios no controle glicêmico a longo prazo.
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