Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2021
Sobre o vaginismo é correto afirmar que:
Vaginismo = contração involuntária da musculatura vaginal, predominantemente de origem psicossomática.
O vaginismo é caracterizado por espasmos involuntários da musculatura do assoalho pélvico que impedem ou dificultam a penetração vaginal. Embora fatores orgânicos possam ser investigados, a causa é predominantemente psicossomática, envolvendo ansiedade, medo ou traumas relacionados à sexualidade.
O vaginismo é uma disfunção sexual feminina caracterizada por espasmos involuntários e recorrentes da musculatura do terço externo da vagina, que interferem na penetração vaginal e podem causar dor significativa. Essa condição afeta a qualidade de vida e a intimidade de muitas mulheres, sendo um tema relevante na ginecologia e na saúde sexual. Embora seja fundamental descartar causas orgânicas de dor pélvica ou dispareunia, a etiologia do vaginismo é predominantemente psicossomática. Fatores psicológicos como ansiedade, medo de dor, experiências sexuais traumáticas, educação sexual restritiva, problemas de relacionamento ou baixa autoestima podem contribuir significativamente para o desenvolvimento do vaginismo. A fisiopatologia envolve um ciclo vicioso de medo, tensão muscular e dor, que perpetua a condição. O diagnóstico é clínico, baseado na história da paciente e na observação da contração muscular durante a tentativa de exame ginecológico ou penetração. O tratamento do vaginismo é multidisciplinar e focado na abordagem dos componentes físicos e psicológicos. Inclui terapia sexual, que pode envolver exercícios de relaxamento do assoalho pélvico, uso gradual de dilatadores vaginais (dessensibilização progressiva), e terapia cognitivo-comportamental para ressignificar medos e ansiedades. Em alguns casos, o acompanhamento psicológico ou psiquiátrico é essencial. Para residentes, o reconhecimento e manejo adequado do vaginismo são cruciais para oferecer um cuidado integral e humanizado às pacientes.
O principal sintoma é a contração involuntária e dolorosa dos músculos do assoalho pélvico ao tentar a penetração vaginal, seja durante o intercurso sexual, exames ginecológicos ou inserção de tampões, podendo causar dor intensa e impossibilidade de penetração.
O diagnóstico é clínico, baseado na história da paciente e no exame físico, que revela a contração muscular involuntária. É importante excluir outras causas orgânicas de dor pélvica ou dispareunia antes de confirmar o vaginismo.
O tratamento é multidisciplinar, com foco na terapia sexual, que pode incluir dessensibilização progressiva com dilatadores vaginais, exercícios de relaxamento do assoalho pélvico e terapia cognitivo-comportamental para abordar os fatores psicológicos subjacentes.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo