Tratamento da DRGE: Quando Indicar Cirurgia?

CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2025

Enunciado

Sobre o tratamento do refluxo gastroesofágico (DRGE), qual das alternativas é correta?

Alternativas

  1. A) A fundoplicatura laparoscópica é indicada para pacientes com DRGE que não respondem ao tratamento clínico e apresentam esofagite severa confirmada por endoscopia.
  2. B) O tratamento cirúrgico é a primeira escolha para DRGE, especialmente em pacientes com sintomas leves e esporádicos.
  3. C) Inibidores de bomba de prótons (IBPs) são indicados apenas para tratamento de curta duração, pois o uso prolongado aumenta o risco de carcinoma esofágico.
  4. D) Em pacientes com DRGE sem esofagite visível, o tratamento medicamentoso não apresenta benefício clínico comprovado.

Pérola Clínica

Fundoplicatura → indicada em refratários ao IBP, esofagite grave (Los Angeles C/D) ou complicações.

Resumo-Chave

O tratamento cirúrgico da DRGE é reservado para casos de falha do tratamento clínico, complicações como estenose ou esôfago de Barrett, e esofagites graves confirmadas.

Contexto Educacional

A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição crônica decorrente do fluxo retrógrado do conteúdo gástrico para o esôfago. O tratamento inicial é clínico, focado em medidas comportamentais e supressão ácida com Inibidores de Bomba de Prótons (IBP), que são altamente eficazes na cicatrização da mucosa. A fundoplicatura, geralmente realizada pela técnica de Nissen (360º), visa reforçar a barreira anti-refluxo no esfíncter esofágico inferior. Antes da cirurgia, é fundamental a confirmação diagnóstica por endoscopia e, em casos de dúvida ou exames normais, por pHmetria de 24 horas e manometria esofágica para excluir distúrbios motores que contraindiquem o procedimento.

Perguntas Frequentes

Quais as indicações precisas para a cirurgia de refluxo?

A fundoplicatura laparoscópica é indicada para: 1) Pacientes com controle inadequado dos sintomas com IBP; 2) Pacientes que não desejam manter tratamento medicamentoso contínuo; 3) Presença de complicações como estenose péptica ou esôfago de Barrett; 4) Sintomas extraesofágicos (tosse, asma) claramente relacionados ao refluxo.

O uso prolongado de IBP é perigoso?

Embora existam preocupações sobre o uso crônico de IBPs (como má absorção de B12, magnésio e risco de fraturas), eles são medicamentos seguros e fundamentais no tratamento da DRGE. Não há evidência de que causem carcinoma esofágico; pelo contrário, ao tratar a esofagite, eles reduzem o risco de progressão para o Esôfago de Barrett e adenocarcinoma.

A cirurgia é melhor que o remédio para casos leves?

Não. Para sintomas leves e esporádicos, as mudanças de estilo de vida e o uso de antiácidos ou IBPs sob demanda são a primeira escolha. A cirurgia é um procedimento invasivo com riscos (disfagia, síndrome de gas-bloat) e deve ser reservada para casos de maior gravidade ou refratariedade.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo