CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2021
Sobre os testes subjetivos para exame de refração, é correto afirmar:
Teste do Dial → Eixo do cilindro negativo deve ser perpendicular à linha de maior nitidez.
O teste do Dial utiliza o princípio de que a linha mais nítida corresponde ao meridiano mais ametrope; o cilindro negativo é colocado a 90 graus dessa linha para colapsar o intervalo de Sturm.
A refração subjetiva é a etapa final e crucial na prescrição de lentes, onde a resposta do paciente guia o ajuste fino. O teste do Dial baseia-se na percepção de nitidez direcional, sendo útil quando a autorrefração ou a retinoscopia não são confiáveis. Ele exige que o paciente esteja adequadamente miopizado para evitar a interferência da acomodação. Já o cilindro cruzado de Jackson é o padrão-ouro para o refinamento do eixo e do poder cilíndrico. Compreender a relação geométrica entre os meridianos oculares e os eixos das lentes é fundamental para o oftalmologista. O uso correto dessas ferramentas minimiza queixas de astenopia e garante a melhor acuidade visual corrigida.
O teste do Dial é um método subjetivo para determinar o eixo e o poder do astigmatismo. O paciente é 'enevoado' (fogging) para garantir que ambas as linhas focais estejam à frente da retina. Ao olhar para o dial, o paciente identificará uma linha (ou grupo de linhas) como sendo a mais nítida ou escura. Essa linha corresponde ao meridiano da retina que está mais próximo da focalização. Para corrigir, adicionamos cilindros negativos com o eixo posicionado a 90 graus (perpendicular) em relação a essa linha nítida, movendo a linha focal correspondente em direção à retina até que todas as linhas do dial pareçam igualmente nítidas.
O buraco estenopeico é uma ferramenta diagnóstica que reduz o círculo de confusão na retina ao permitir a passagem apenas de raios de luz centrais e paralelos. Se a acuidade visual melhora com o uso do buraco estenopeico, isso indica que a baixa de visão é de origem óptica (erro refrativo). Se a visão não melhora ou piora, a causa da baixa visual é provavelmente não óptica, sugerindo patologias orgânicas como opacidades de meios (catarata), doenças retinianas (maculopatias) ou neuropatias ópticas.
Para testar o eixo do astigmatismo com o cilindro cruzado de Jackson (CCJ), o cabo do instrumento deve ser alinhado com o eixo do cilindro corretor que já está na armação de prova. Ao girar o CCJ, as marcas de eixos positivos e negativos ficam a 45 graus de cada lado do eixo corretor. O paciente compara a nitidez em duas posições; se houver diferença, o eixo corretor é girado em direção à marca de mesma polaridade (geralmente o ponto vermelho para cilindros negativos) até que ambas as posições do CCJ ofereçam a mesma nitidez.
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