Sífilis e HIV: Critérios para Investigação de Neurossífilis

HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2024

Enunciado

Sobre a sífilis é correto afirmar de acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis 2022:

Alternativas

  1. A) O aumento da titulação do VDRL de 1:4 para 1:8 após o tratamento indica falha terapêutica e é usada como critério para retratamento.
  2. B) Se após 6 meses do tratamento adequado o VDRL passar de 1:128 para 1:64, considera-se tratamento adequado sem necessidade de retratamento nesse momento.
  3. C) Está indicada punção lombar para pesquisa de neurossífilis após falha no tratamento em pessoas vivento com HIV.
  4. D) A neurossífilis só ocorre quando a doença está nos estágios tardios da doença (sífilis terciária).

Pérola Clínica

Falha tratamento sífilis + HIV = Indicação PL para neurossífilis (PCDT IST 2022).

Resumo-Chave

O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis 2022 (PCDT IST 2022) estabelece critérios claros para o diagnóstico e manejo da sífilis. Em pacientes vivendo com HIV, a avaliação para neurossífilis é mais rigorosa, sendo indicada a punção lombar em casos de falha terapêutica, independentemente do estágio da doença.

Contexto Educacional

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum, com manifestações clínicas variadas e que pode afetar múltiplos sistemas. O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (PCDT IST) de 2022 é a principal referência para o manejo da sífilis no Brasil, sendo crucial para residentes conhecerem suas recomendações. A neurossífilis, que é a invasão do sistema nervoso central pelo Treponema pallidum, pode ocorrer em qualquer estágio da doença e é particularmente relevante em pacientes vivendo com HIV, devido à imunossupressão que pode alterar a história natural da infecção. O diagnóstico da neurossífilis requer a análise do líquido cefalorraquidiano (LCR) por meio de punção lombar, com pesquisa de VDRL no LCR, contagem de células e dosagem de proteínas. A indicação de punção lombar para pesquisa de neurossífilis em pacientes com HIV e falha terapêutica da sífilis é uma recomendação importante do PCDT IST 2022, visando identificar e tratar precocemente a infecção do SNC, que pode ter consequências graves se não abordada adequadamente. O tratamento da neurossífilis difere do tratamento da sífilis não complicada, exigindo doses mais elevadas e/ou esquemas mais prolongados de penicilina cristalina.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para falha terapêutica da sífilis, segundo o PCDT IST 2022?

A falha terapêutica é indicada por não redução da titulação do VDRL em pelo menos duas diluições em 6 meses (sífilis primária/secundária) ou 12 meses (sífilis latente/terciária), ou por aumento da titulação em duas diluições, ou persistência de sinais/sintomas.

Em quais situações a punção lombar é indicada para pesquisa de neurossífilis?

Além da falha terapêutica em pacientes com HIV, a punção lombar é indicada em pacientes com sinais ou sintomas neurológicos/oftalmológicos/otológicos, sífilis terciária ativa (exceto goma e sífilis cardiovascular), e em pacientes com HIV com sífilis latente tardia ou tempo de infecção desconhecida com VDRL ≥ 1:32.

A neurossífilis pode ocorrer em qualquer estágio da doença?

Sim, a neurossífilis pode ocorrer em qualquer estágio da sífilis, incluindo a sífilis primária e secundária, especialmente em pacientes imunocomprometidos como aqueles vivendo com HIV, onde a progressão da doença pode ser mais rápida e atípica.

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