SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2021
Sobre a prescrição antimicrobiana na sepse, marque a opção ERRADA:
Sepse/neutropenia febril: ATB empírico de amplo espectro é crucial e deve ser iniciado na 1ª hora.
Em pacientes com sepse ou choque séptico, especialmente em neutropênicos, a terapia antimicrobiana empírica de amplo espectro deve ser iniciada o mais rápido possível (idealmente na primeira hora) para cobrir os patógenos prováveis e melhorar os desfechos. A alternativa A está incorreta porque a recomendação é justamente o uso de amplo espectro nesses casos.
A sepse e o choque séptico são emergências médicas que exigem reconhecimento e tratamento imediatos para reduzir a mortalidade. A antibioticoterapia é um dos pilares do manejo, e sua administração precoce e adequada é fundamental. As diretrizes atuais, como as da Surviving Sepsis Campaign, enfatizam a importância de iniciar a terapia antimicrobiana empírica de amplo espectro na primeira hora após o reconhecimento da sepse ou choque séptico. Em pacientes com neutropenia febril, a abordagem é ainda mais agressiva, pois esses pacientes têm um risco elevado de infecções graves e rapidamente progressivas. Nesses casos, a terapia empírica de amplo espectro, com cobertura para Pseudomonas aeruginosa, é rotineiramente recomendada e crucial para a sobrevida. A alternativa A da questão está incorreta porque vai contra essa recomendação fundamental. Outros pontos importantes na prescrição antimicrobiana na sepse incluem o ajuste de dose em pacientes com disfunção orgânica (renal ou hepática), que deve ser feito após a dose de ataque inicial para garantir níveis terapêuticos rápidos. Além disso, a identificação de fatores de risco para multirresistência (exposição prévia a antibióticos, internação recente, dispositivos invasivos) guia a escolha do regime empírico. A via de administração endovenosa, com bolus ou infusão rápida para a dose inicial, é preferencial para atingir rapidamente as concentrações terapêuticas.
A antibioticoterapia precoce, idealmente na primeira hora após o reconhecimento da sepse ou choque séptico, é crucial para melhorar a sobrevida, pois cada hora de atraso está associada a um aumento significativo da mortalidade.
O uso de antibióticos de amplo espectro na sepse é necessário para cobrir todos os patógenos prováveis (bactérias, fungos, vírus) antes que os resultados das culturas estejam disponíveis, minimizando o risco de tratamento inadequado inicial.
Em pacientes críticos e sépticos com disfunção renal ou hepática, o ajuste da dose de antibióticos deve ser feito após a dose de ataque inicial, que visa atingir rapidamente a concentração inibitória mínima, e então ajustar as doses subsequentes com base na função orgânica e níveis séricos, se aplicável.
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