Homeopatia no SUS: Reconhecimento e Políticas de Saúde

UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2023

Enunciado

Sobre as Políticas Públicas em Saúde, assinale a afirmativa correta.

Alternativas

  1. A) O Programa Mais Médicos, instituído de 2013, configura-se como uma política pública de saúde e prevê a contratação de médicos estrangeiros para o exercício da medicina nos diversos níveis de atenção do SUS em todo o território brasileiro.
  2. B) A Homeopatia, enquanto prática terapêutica, é reconhecida como especialidade médica, pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Médica Brasileira (AMB), tendo sua prática orientada no SUS com a implementação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PNPIC) desde o ano de 2006.
  3. C) O Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) prevê o fortalecimento da Saúde da Família a partir do matriciamento de equipes multiprofissionais de saúde e conta com o apoio financeiro do governo federal a partir de políticas públicas vigentes em todo o território nacional.
  4. D) AAtenção Básica no SUS tem sido a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), sendo regida pela Política Nacional da Atenção Básica (PNab), a qual conta com a execução a partir de recursos públicos irrestritos, garantidos pela Lei do Teto por meio da Emenda Constitucional 95/2016.

Pérola Clínica

Homeopatia é especialidade médica reconhecida por CFM/AMB e integrada ao SUS via PNPIC (2006).

Resumo-Chave

A Homeopatia é uma das práticas integrativas e complementares reconhecidas e incentivadas no SUS pela Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PNPIC) de 2006, sendo também uma especialidade médica reconhecida pelo CFM e AMB.

Contexto Educacional

As Políticas Públicas em Saúde no Brasil são fundamentais para a organização e o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS), buscando garantir o acesso universal, equitativo e integral à saúde. Elas abrangem desde a estruturação da atenção básica até a incorporação de diferentes abordagens terapêuticas. A compreensão dessas políticas é crucial para profissionais de saúde, especialmente residentes, que atuarão diretamente na implementação e no aprimoramento do sistema. A Homeopatia, como prática terapêutica, possui um status particular no cenário da saúde brasileira. É reconhecida como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Associação Médica Brasileira (AMB), o que legitima sua prática por médicos devidamente qualificados. Além disso, sua integração no SUS foi formalizada com a implementação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PNPIC) em 2006, que visa ampliar as opções terapêuticas e promover a integralidade do cuidado. É importante notar que outras políticas e programas, como o Programa Mais Médicos e o antigo Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), também desempenham papéis significativos na atenção básica e na formação de equipes multiprofissionais. O conhecimento sobre a PNPIC, o reconhecimento da Homeopatia e a evolução de programas como o Mais Médicos são pontos-chave para entender a complexidade e a abrangência das políticas de saúde no Brasil.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais Práticas Integrativas e Complementares (PICs) oferecidas pelo SUS?

O SUS oferece diversas PICs, incluindo Acupuntura, Homeopatia, Fitoterapia, Medicina Antroposófica, Termalismo/Crenoterapia, Arteterapia, Meditação, Musicoterapia, Naturopatia, Osteopatia, Quiropraxia, Reflexoterapia, Reiki, Shantala, Terapia Comunitária Integrativa, Yoga e outras, conforme a PNPIC.

Qual o papel da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no SUS?

A PNPIC, instituída em 2006, visa institucionalizar e regulamentar a oferta de PICs no SUS, promovendo a integralidade da atenção à saúde, a humanização do cuidado e a ampliação das opções terapêuticas disponíveis para a população.

O Programa Mais Médicos ainda está ativo e como ele se relaciona com a atenção básica?

O Programa Mais Médicos foi reestruturado e relançado em 2023. Ele visa fortalecer a atenção básica no SUS, provendo médicos para regiões de difícil acesso e alta vulnerabilidade, com foco na formação e fixação de profissionais no país.

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