UFAM/HUGV - Hospital Universitário Getúlio Vargas - Manaus (AM) — Prova 2015
Sobre a menopausa e a transição perimenopausa, marque a alternativa CORRETA:
Menopausa: ↓ estrogênio → ↑ FSH/LH (hipogonadismo hipergonadotrófico).
A menopausa é caracterizada pela falência ovariana, levando à diminuição da produção de estrogênio. Em resposta, a hipófise aumenta a secreção de gonadotrofinas (FSH e LH) na tentativa de estimular os ovários, resultando em um perfil de hipogonadismo hipergonadotrófico.
A menopausa é um marco biológico na vida da mulher, definida retrospectivamente após 12 meses de amenorreia, marcando o fim da vida reprodutiva. A transição perimenopausa, que a precede, é um período de flutuações hormonais que pode durar vários anos, caracterizada por irregularidades menstruais e sintomas vasomotores. Compreender essa fase é crucial para o manejo clínico e a educação das pacientes. Fisiologicamente, a menopausa é resultado da falência ovariana, com esgotamento dos folículos e consequente diminuição da produção de estrogênio e progesterona. Essa queda estrogênica leva a um feedback negativo reduzido sobre a hipófise, resultando em um aumento compensatório dos níveis de FSH e LH, caracterizando um estado de hipogonadismo hipergonadotrófico. Esse perfil hormonal é fundamental para o diagnóstico laboratorial da menopausa. O manejo da menopausa e perimenopausa envolve o alívio dos sintomas, a prevenção de complicações a longo prazo como osteoporose e doenças cardiovasculares, e a promoção da qualidade de vida. A terapia hormonal pode ser considerada para sintomas vasomotores graves, mas deve ser individualizada, considerando riscos e benefícios. A educação sobre estilo de vida saudável é um pilar importante do tratamento.
Os sintomas incluem irregularidades menstruais, ondas de calor, alterações de humor, distúrbios do sono e secura vaginal, resultantes da flutuação e eventual queda dos níveis de estrogênio.
O aumento das gonadotrofinas (FSH e LH) é uma resposta compensatória da hipófise à diminuição da produção de estrogênio pelos ovários, na tentativa de estimular a função ovariana que está em falência.
O hipoestrogenismo pós-menopausa tende a alterar o perfil lipídico, diminuindo o HDL e aumentando o LDL, o que contribui para um maior risco de doenças cardiovasculares.
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