CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2022
Sobre as medicações utilizadas no tratamento do DM2, assinale a alternativa CORRETA:
Metformina → ↓ absorção B12 no íleo distal, monitorar níveis anualmente após 4 anos de uso.
A metformina, primeira linha no tratamento do DM2, pode causar deficiência de vitamina B12 devido à interferência na absorção no íleo distal. É uma complicação subestimada, mas que pode levar a neuropatia e anemia megaloblástica. A monitorização periódica dos níveis de B12, especialmente em uso prolongado, é recomendada para prevenir ou tratar essa deficiência.
A metformina é a pedra angular do tratamento do Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) devido à sua eficácia na redução da glicemia, baixo risco de hipoglicemia e potenciais benefícios cardiovasculares. Seu principal mecanismo de ação envolve a redução da produção hepática de glicose e o aumento da sensibilidade à insulina nos tecidos periféricos. No entanto, é fundamental que residentes e profissionais de saúde estejam cientes de seus efeitos adversos, incluindo a deficiência de vitamina B12. A deficiência de cianocobalamina (vitamina B12) é uma complicação bem documentada do uso prolongado de metformina, ocorrendo devido à interferência na absorção no íleo distal. Essa deficiência pode manifestar-se como anemia megaloblástica, neuropatia periférica e, em casos graves, alterações cognitivas. É particularmente relevante em pacientes idosos, vegetarianos ou com outras condições que afetam a absorção de B12. As diretrizes atuais recomendam a monitorização dos níveis séricos de vitamina B12 em pacientes em uso de metformina por mais de 4 anos, ou na presença de sintomas sugestivos. A suplementação com vitamina B12, seja oral ou parenteral, é eficaz no tratamento e prevenção dessa deficiência, melhorando a qualidade de vida e prevenindo complicações neurológicas irreversíveis. É um ponto crucial para a prática clínica e para a preparação para exames de residência.
A metformina interfere na absorção de vitamina B12 no íleo distal, possivelmente alterando a função do fator intrínseco ou a motilidade intestinal, resultando em níveis séricos reduzidos de B12 ao longo do tempo.
A deficiência de B12 pode levar a anemia megaloblástica, neuropatia periférica (que pode ser confundida com neuropatia diabética), glossite e sintomas neurológicos como parestesias e alterações cognitivas. É crucial diferenciar para um tratamento adequado.
Recomenda-se a dosagem anual dos níveis de vitamina B12 após 4 anos de início do uso de metformina, ou antes, se o paciente apresentar sintomas sugestivos de deficiência. A suplementação oral ou injetável de B12 é o tratamento de escolha.
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