CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2018
Sobre as lentes intraoculares tóricas, podemos afirmar:
LIO tórica = Astigmatismo regular. Contraindicada em astigmatismos irregulares ou instáveis.
LIOs tóricas corrigem astigmatismo corneano regular. Em casos de irregularidade (ceratocone, cicatrizes) ou assimetria importante, a correção é imprevisível e frequentemente insatisfatória, sendo preferível evitar seu uso.
As lentes intraoculares (LIOs) tóricas revolucionaram a cirurgia de catarata ao permitir a independência de óculos para longe em pacientes astigmatas. No entanto, o sucesso depende da seleção rigorosa do paciente. O astigmatismo deve ser corneano, regular e estável. Condições como ceratocone progressivo, degeneração marginal pelúcida ou cicatrizes corneanas centrais geram astigmatismo irregular, onde os meridianos principais não são perpendiculares ou a curvatura varia drasticamente. Nesses casos, a LIO tórica não consegue compensar as aberrações de alta ordem. Além disso, a marcação pré-operatória precisa e o posicionamento intraoperatório correto são passos críticos sob total controle e responsabilidade do cirurgião.
A LIO tórica possui dois meridianos de poder fixos e perpendiculares. O astigmatismo irregular não segue esse padrão simétrico, o que impede que a lente neutralize as distorções ópticas da córnea, podendo até piorar a qualidade visual.
A precisão do eixo é crítica. Cada 1 grau de rotação da LIO em relação ao eixo planejado reduz o efeito de correção do astigmatismo em cerca de 3,3%. Uma rotação de 30 graus anula completamente o efeito corretivo.
O cirurgião deve utilizar a ceratometria (IOL Master/Lenstar) e a topografia/tomografia corneana para confirmar a regularidade do astigmatismo. O cálculo deve considerar o astigmatismo total (incluindo a face posterior da córnea).
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo