CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2007
Sobre a lei de Hering, é correto afirmar que:
Lei de Hering = estímulo nervoso IGUAL e SIMULTÂNEO para músculos conjugados (yoke) de ambos os olhos.
A Lei de Hering explica a coordenação binocular: ao olhar para um lado, o cérebro envia a mesma 'voltagem' para os músculos que realizam aquele movimento nos dois olhos.
A compreensão das leis de inervação ocular é a base para o exame da motilidade extrínseca e o diagnóstico dos estrabismos. A Lei de Hering é essencial para entender as 'versões' (movimentos binoculares na mesma direção), enquanto a Lei de Sherrington rege as 'ducções' (movimentos monoculares). Clinicamente, essas leis permitem ao examinador identificar pares de músculos yoke (como o oblíquo superior de um olho e o reto inferior do outro) e avaliar paralisias nervosas. O fenômeno do desvio secundário maior que o primário é a aplicação prática mais cobrada em provas de residência sobre a Lei de Hering.
A Lei de Hering da inervação igual estabelece que, durante qualquer movimento ocular conjugado (versões), impulsos nervosos de igual intensidade são enviados simultaneamente para os músculos de ambos os olhos que atuam como pares conjugados (músculos yoke). Por exemplo, ao olhar para a direita, o músculo reto lateral do olho direito e o músculo reto medial do olho esquerdo recebem exatamente o mesmo estímulo inervacional para garantir que os eixos visuais permaneçam paralelos.
A diferença fundamental reside na aplicação monocular versus binocular. A Lei de Sherrington (inervação recíproca) aplica-se a um único olho: quando um músculo agonista se contrai, seu antagonista ipsilateral relaxa na mesma proporção (ex: reto lateral e reto medial do mesmo olho). Já a Lei de Hering aplica-se ao par de olhos: foca na coordenação entre os músculos yoke de olhos diferentes para permitir movimentos binoculares harmônicos.
No estrabismo paralítico, a Lei de Hering explica por que o desvio é maior quando o paciente fixa com o olho parético (desvio secundário). Para mover o olho parético, o cérebro envia um estímulo inervacional excessivo para tentar compensar a fraqueza. Seguindo a Lei de Hering, esse mesmo estímulo excessivo é enviado para o músculo yoke do olho são, causando uma hiperfunção e, consequentemente, um desvio ocular muito maior do que quando o olho são é o fixador.
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