HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2021
Sobre os Insulinomas é correto afirmar:
Insulinomas são geralmente tumores pancreáticos benignos, solitários e pequenos (<2cm), causando hipoglicemia hiperinsulinêmica.
Insulinomas são os tumores neuroendócrinos pancreáticos mais comuns, caracterizados pela produção excessiva de insulina, levando à hipoglicemia. A maioria (cerca de 90%) é benigna, solitária e pequena, com menos de 2 cm de diâmetro, o que facilita a ressecção cirúrgica curativa.
Os insulinomas são tumores neuroendócrinos funcionantes do pâncreas, caracterizados pela produção autônoma e excessiva de insulina, resultando em hipoglicemia hiperinsulinêmica. Embora raros, são a causa mais comum de hipoglicemia endógena e representam um desafio diagnóstico devido à inespecificidade dos sintomas. A compreensão de suas características é crucial para residentes em endocrinologia e cirurgia geral. A maioria dos insulinomas (aproximadamente 90%) é benigna, solitária e de pequeno tamanho, geralmente menor que 2 cm de diâmetro. Essa característica é fundamental, pois permite que a ressecção cirúrgica seja curativa na maioria dos casos. A malignidade é rara, e a presença de múltiplos insulinomas deve levantar a suspeita de síndromes genéticas, como a Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 1 (MEN-1), que afeta cerca de 5-10% dos pacientes com insulinoma e envolve tumores em outras glândulas endócrinas. O diagnóstico baseia-se na tríade de Whipple e na demonstração laboratorial de hipoglicemia com níveis elevados de insulina, peptídeo C e pró-insulina durante um teste de jejum prolongado. A localização pré-operatória é essencial para o sucesso cirúrgico, utilizando técnicas de imagem como ultrassonografia endoscópica, tomografia computadorizada ou ressonância magnética. O tratamento definitivo é a ressecção cirúrgica do tumor, que oferece altas taxas de cura. Em casos de doença metastática ou irressecável, o manejo é mais complexo e pode envolver terapias medicamentosas para controlar a hipoglicemia e o crescimento tumoral.
Os insulinomas manifestam-se principalmente por sintomas de hipoglicemia neuroglicopênica (confusão, letargia, convulsões) e adrenérgicos (sudorese, taquicardia, tremores), que são aliviados pela ingestão de glicose. A tríade de Whipple (sintomas de hipoglicemia em jejum, glicemia < 50 mg/dL e alívio dos sintomas com glicose) é diagnóstica.
Cerca de 5-10% dos insulinomas estão associados à síndrome de Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 1 (MEN-1), uma condição genética autossômica dominante. Nesses casos, os insulinomas tendem a ser múltiplos e podem ser mais difíceis de tratar, além de estarem associados a tumores em outras glândulas, como paratireoides e hipófise.
O diagnóstico é confirmado pela demonstração de hipoglicemia com níveis elevados e inapropriados de insulina, peptídeo C e pró-insulina durante um teste de jejum prolongado. A localização do tumor é feita por métodos de imagem como ultrassonografia endoscópica, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, e, por vezes, cintilografia com análogos de somatostatina.
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