HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2020
Sobre a indicação para o teste com GnRH endovenoso nas amenorreias por disfunções hipotálamo-hipofisárias, assinale a alternativa correta:
Teste GnRH IV → Amenorreia com gonadotrofinas baixas para diferenciar origem hipotalâmica vs. hipofisária.
O teste com GnRH endovenoso é utilizado para diferenciar a origem da amenorreia em casos de hipogonadismo hipogonadotrófico, ou seja, amenorreias com níveis baixos de gonadotrofinas (FSH e LH). Se houver resposta de FSH/LH após o GnRH, a disfunção é hipotalâmica; se não houver resposta, a disfunção é hipofisária.
A amenorreia, definida como a ausência de menstruação, é um sintoma comum que pode indicar diversas disfunções no eixo hipotálamo-hipófise-ovário. A investigação diagnóstica é crucial para identificar a causa subjacente e instituir o tratamento adequado. Um dos exames complementares utilizados nesse contexto é o teste com GnRH (Hormônio Liberador de Gonadotrofinas) endovenoso. Este teste é especificamente indicado para amenorreias que cursam com hipogonadismo hipogonadotrófico, ou seja, quando os níveis séricos de gonadotrofinas (FSH - Hormônio Folículo Estimulante e LH - Hormônio Luteinizante) estão baixos. Nesses casos, o objetivo do teste é diferenciar se a disfunção primária está no hipotálamo (que não produz GnRH adequadamente) ou na hipófise (que não responde ao GnRH). Se a hipófise responder ao GnRH exógeno com um aumento nos níveis de FSH e LH, a disfunção é provavelmente hipotalâmica. Se não houver resposta, a disfunção é hipofisária. Em contraste, o teste com GnRH não seria útil em amenorreias com gonadotrofinas altas (indicando falência ovariana primária), em amenorreias com prolactina alta (hiperprolactinemia, que inibe o GnRH), ou em condições anatômicas como a Síndrome de Rokitansky (agenesia mülleriana), onde o problema não é hormonal. A correta indicação e interpretação do teste de GnRH são fundamentais para um diagnóstico preciso e um plano terapêutico eficaz em pacientes com amenorreia de origem hipotálamo-hipofisária.
O objetivo é diferenciar se a causa da amenorreia com baixos níveis de gonadotrofinas (hipogonadismo hipogonadotrófico) reside no hipotálamo (deficiência de GnRH) ou na hipófise (incapacidade de responder ao GnRH).
Uma resposta positiva (aumento de FSH e LH) sugere disfunção hipotalâmica, pois a hipófise é capaz de responder ao estímulo. Uma resposta negativa (ausência de aumento de FSH e LH) sugere disfunção hipofisária primária.
Não é indicado em amenorreias com gonadotrofinas altas (insuficiência ovariana primária), amenorreias com prolactina alta (hiperprolactinemia) ou em casos de anomalias anatômicas como a Síndrome de Rokitansky, onde o problema não é hormonal.
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