Teste de GnRH: Diagnóstico de Amenorreia Hipotálamo-Hipofisária

HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2020

Enunciado

Sobre a indicação para o teste com GnRH endovenoso nas amenorreias por disfunções hipotálamo-hipofisárias, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) Presença de sangramento por produção de estrogênios
  2. B) Síndrome de Rokitansky
  3. C) Amenorreias com níveis de gonadotrofinas baixos
  4. D) Amenorreias com níveis de gonadotrofinas altos
  5. E) Amenorreias com níveis de prolactina altos

Pérola Clínica

Teste GnRH IV → Amenorreia com gonadotrofinas baixas para diferenciar origem hipotalâmica vs. hipofisária.

Resumo-Chave

O teste com GnRH endovenoso é utilizado para diferenciar a origem da amenorreia em casos de hipogonadismo hipogonadotrófico, ou seja, amenorreias com níveis baixos de gonadotrofinas (FSH e LH). Se houver resposta de FSH/LH após o GnRH, a disfunção é hipotalâmica; se não houver resposta, a disfunção é hipofisária.

Contexto Educacional

A amenorreia, definida como a ausência de menstruação, é um sintoma comum que pode indicar diversas disfunções no eixo hipotálamo-hipófise-ovário. A investigação diagnóstica é crucial para identificar a causa subjacente e instituir o tratamento adequado. Um dos exames complementares utilizados nesse contexto é o teste com GnRH (Hormônio Liberador de Gonadotrofinas) endovenoso. Este teste é especificamente indicado para amenorreias que cursam com hipogonadismo hipogonadotrófico, ou seja, quando os níveis séricos de gonadotrofinas (FSH - Hormônio Folículo Estimulante e LH - Hormônio Luteinizante) estão baixos. Nesses casos, o objetivo do teste é diferenciar se a disfunção primária está no hipotálamo (que não produz GnRH adequadamente) ou na hipófise (que não responde ao GnRH). Se a hipófise responder ao GnRH exógeno com um aumento nos níveis de FSH e LH, a disfunção é provavelmente hipotalâmica. Se não houver resposta, a disfunção é hipofisária. Em contraste, o teste com GnRH não seria útil em amenorreias com gonadotrofinas altas (indicando falência ovariana primária), em amenorreias com prolactina alta (hiperprolactinemia, que inibe o GnRH), ou em condições anatômicas como a Síndrome de Rokitansky (agenesia mülleriana), onde o problema não é hormonal. A correta indicação e interpretação do teste de GnRH são fundamentais para um diagnóstico preciso e um plano terapêutico eficaz em pacientes com amenorreia de origem hipotálamo-hipofisária.

Perguntas Frequentes

Qual o objetivo do teste com GnRH endovenoso na investigação de amenorreia?

O objetivo é diferenciar se a causa da amenorreia com baixos níveis de gonadotrofinas (hipogonadismo hipogonadotrófico) reside no hipotálamo (deficiência de GnRH) ou na hipófise (incapacidade de responder ao GnRH).

Como é interpretado o resultado do teste de GnRH?

Uma resposta positiva (aumento de FSH e LH) sugere disfunção hipotalâmica, pois a hipófise é capaz de responder ao estímulo. Uma resposta negativa (ausência de aumento de FSH e LH) sugere disfunção hipofisária primária.

Em quais outras situações o teste de GnRH não seria indicado para amenorreia?

Não é indicado em amenorreias com gonadotrofinas altas (insuficiência ovariana primária), amenorreias com prolactina alta (hiperprolactinemia) ou em casos de anomalias anatômicas como a Síndrome de Rokitansky, onde o problema não é hormonal.

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