Hanseníase: Diagnóstico, Tipos e Tratamento Essencial

UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2015

Enunciado

Sobre a hanseníase, considere as seguintes afirmativas: 1. O diagnóstico de hanseníase deve ser confirmado pela histopatologia. 2. Na hanseníase lepromatosa, os nódulos, as placas e as áreas endurecidas constituem locais ótimos de biópsia. 3. A hanseníase lepromatosa não está associada à hipergamaglobulinemia difusa. 4. Os fármacos usados no tratamento da hanseníase incluem a dapsona, a clofazimina e a rifampicina. 5. Alguns aminoglicosídeos possuem ação contra o Mycobacterium leprae. Assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras. 
  2. B) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras. 
  3. C) Somente as afirmativas 2, 3, 4 e 5 são verdadeiras. 
  4. D) Somente as afirmativas 3, 4 e 5 são verdadeiras. 
  5. E) Somente as afirmativas 1, 2, 4 e 5 são verdadeiras. 

Pérola Clínica

Diagnóstico de hanseníase é clínico; lepromatosa tem hipergamaglobulinemia difusa (cuidado com afirmativas que negam isso).

Resumo-Chave

O diagnóstico de hanseníase é primariamente clínico, mas a histopatologia é crucial para a classificação e confirmação. A hanseníase lepromatosa é caracterizada por alta carga bacilar e, ao contrário do que a afirmativa 3 sugere (e que é um erro comum em questões), está associada à hipergamaglobulinemia difusa devido à intensa resposta humoral. O tratamento é politerápico com dapsona, clofazimina e rifampicina.

Contexto Educacional

A hanseníase, causada pelo Mycobacterium leprae, é uma doença crônica que afeta principalmente pele e nervos periféricos. Seu diagnóstico é fundamentalmente clínico, baseado na presença de lesões cutâneas com alteração de sensibilidade, espessamento de nervos periféricos e/ou baciloscopia positiva. A histopatologia é um exame complementar valioso para a classificação da doença (paucibacilar ou multibacilar) e confirmação em casos atípicos. A hanseníase lepromatosa é uma forma multibacilar, caracterizada por lesões cutâneas difusas (nódulos, placas) ricas em bacilos, sendo locais ideais para biópsia. É importante ressaltar que, ao contrário do que pode ser afirmado erroneamente em algumas questões, a hanseníase lepromatosa está associada à hipergamaglobulinemia difusa, refletindo uma resposta imune humoral intensa, mas ineficaz. O tratamento da hanseníase é feito com politerapia, utilizando dapsona, clofazimina e rifampicina, com esquemas específicos para as formas paucibacilar e multibacilar. O conhecimento aprofundado sobre diagnóstico, classificação e tratamento é essencial para a prática clínica e para aprovação em provas de residência.

Perguntas Frequentes

Como é feito o diagnóstico de hanseníase?

O diagnóstico de hanseníase é essencialmente clínico, baseado na tríade de lesões de pele com alteração de sensibilidade, espessamento de nervo periférico e/ou baciloscopia positiva. A histopatologia é um exame complementar importante.

Quais são as características da hanseníase lepromatosa?

A hanseníase lepromatosa é uma forma multibacilar com alta carga de bacilos, caracterizada por lesões cutâneas difusas como nódulos e placas. Está associada à hipergamaglobulinemia difusa e tem um prognóstico mais grave se não tratada.

Quais medicamentos são usados no tratamento da hanseníase?

O tratamento da hanseníase é feito com politerapia, utilizando dapsona, clofazimina e rifampicina, com esquemas específicos e duração variável conforme a classificação (paucibacilar ou multibacilar).

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