Enxaqueca: Tratamento, Tipos e Fatores Desencadeantes

Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2020

Enunciado

Sobre enxaqueca, assinale a alternativa INCORRETA:

Alternativas

  1. A) Existem pontos de gatilho que desencadeiam a dor, como: odores fortes, tensão, ingesta de gorduras. Os anticonvulsivantes estão incluídos no arsenal terapêutico
  2. B) Existem duas formas de enxaqueca: com áurea e sem áurea, sendo esta última, a forma mais comum. Os benzodiazepínicos podem ser prescritos
  3. C) É uma doença Crônica comum, considerada pela OMS (Organização Mundial da Saúde como uma das quatro doenças mais incapacitantes, inclusive, pode ser tratada com antidepressivos
  4. D) É uma afecção que pode ser prevenida e tratada. Dentre as classes medicamentosas, os betabloqueadores podem ser usados no tratamento

Pérola Clínica

Benzodiazepínicos NÃO são tratamento para enxaqueca; enxaqueca sem aura é a forma mais comum.

Resumo-Chave

Embora os benzodiazepínicos possam ser usados para ansiedade ou insônia associadas, eles não são indicados para o tratamento agudo ou profilático da enxaqueca e podem até piorar a cefaleia por uso excessivo. A enxaqueca sem aura é de fato a forma mais prevalente.

Contexto Educacional

A enxaqueca é uma doença neurológica crônica e debilitante, caracterizada por crises de cefaleia geralmente unilateral, pulsátil, de intensidade moderada a grave, acompanhada de sintomas como náuseas, vômitos, fotofobia e fonofobia. Reconhecida pela OMS como uma das condições mais incapacitantes, afeta significativamente a qualidade de vida dos pacientes e tem um impacto socioeconômico considerável. A compreensão de seus mecanismos e manejo é crucial para a prática médica. Existem duas formas principais: com aura e sem aura, sendo a última a mais prevalente. A aura consiste em sintomas neurológicos focais transitórios que precedem ou acompanham a cefaleia, mais comumente visuais. Fatores desencadeantes são variados e incluem estresse, privação de sono, certos alimentos, odores fortes e alterações hormonais. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios da International Headache Society. O tratamento da enxaqueca envolve abordagens agudas e profiláticas. Para crises agudas, utilizam-se analgésicos, anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e triptanos. A profilaxia é indicada para pacientes com crises frequentes ou incapacitantes, e inclui classes como betabloqueadores, anticonvulsivantes e antidepressivos. É fundamental evitar o uso excessivo de medicações agudas, que pode levar à cefaleia por uso excessivo de medicação. Benzodiazepínicos não são indicados para o tratamento da enxaqueca.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais tipos de enxaqueca?

Os dois principais tipos são enxaqueca com aura e enxaqueca sem aura. A enxaqueca sem aura é a forma mais comum, caracterizada por cefaleia pulsátil, unilateral, de intensidade moderada a grave, acompanhada de náuseas, vômitos, fotofobia e fonofobia.

Quais classes de medicamentos são usadas na profilaxia da enxaqueca?

Para a profilaxia da enxaqueca, são comumente utilizados betabloqueadores (como propranolol), anticonvulsivantes (como topiramato, valproato), e alguns antidepressivos (como amitriptilina).

Por que os benzodiazepínicos não são indicados para enxaqueca?

Os benzodiazepínicos não são eficazes no tratamento agudo ou profilático da enxaqueca, pois não atuam nos mecanismos fisiopatológicos da dor. Seu uso pode levar à dependência e, em casos de uso excessivo, contribuir para a cronificação da cefaleia.

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