Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2020
Sobre enxaqueca, assinale a alternativa INCORRETA:
Benzodiazepínicos NÃO são tratamento para enxaqueca; enxaqueca sem aura é a forma mais comum.
Embora os benzodiazepínicos possam ser usados para ansiedade ou insônia associadas, eles não são indicados para o tratamento agudo ou profilático da enxaqueca e podem até piorar a cefaleia por uso excessivo. A enxaqueca sem aura é de fato a forma mais prevalente.
A enxaqueca é uma doença neurológica crônica e debilitante, caracterizada por crises de cefaleia geralmente unilateral, pulsátil, de intensidade moderada a grave, acompanhada de sintomas como náuseas, vômitos, fotofobia e fonofobia. Reconhecida pela OMS como uma das condições mais incapacitantes, afeta significativamente a qualidade de vida dos pacientes e tem um impacto socioeconômico considerável. A compreensão de seus mecanismos e manejo é crucial para a prática médica. Existem duas formas principais: com aura e sem aura, sendo a última a mais prevalente. A aura consiste em sintomas neurológicos focais transitórios que precedem ou acompanham a cefaleia, mais comumente visuais. Fatores desencadeantes são variados e incluem estresse, privação de sono, certos alimentos, odores fortes e alterações hormonais. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios da International Headache Society. O tratamento da enxaqueca envolve abordagens agudas e profiláticas. Para crises agudas, utilizam-se analgésicos, anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e triptanos. A profilaxia é indicada para pacientes com crises frequentes ou incapacitantes, e inclui classes como betabloqueadores, anticonvulsivantes e antidepressivos. É fundamental evitar o uso excessivo de medicações agudas, que pode levar à cefaleia por uso excessivo de medicação. Benzodiazepínicos não são indicados para o tratamento da enxaqueca.
Os dois principais tipos são enxaqueca com aura e enxaqueca sem aura. A enxaqueca sem aura é a forma mais comum, caracterizada por cefaleia pulsátil, unilateral, de intensidade moderada a grave, acompanhada de náuseas, vômitos, fotofobia e fonofobia.
Para a profilaxia da enxaqueca, são comumente utilizados betabloqueadores (como propranolol), anticonvulsivantes (como topiramato, valproato), e alguns antidepressivos (como amitriptilina).
Os benzodiazepínicos não são eficazes no tratamento agudo ou profilático da enxaqueca, pois não atuam nos mecanismos fisiopatológicos da dor. Seu uso pode levar à dependência e, em casos de uso excessivo, contribuir para a cronificação da cefaleia.
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