HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2020
Sobre a coqueluche, é correto afirmar que
Coqueluche: incubação 7-10 dias → convalescença 3 semanas a 3 meses.
A coqueluche é uma doença respiratória altamente contagiosa. É crucial entender seus períodos para o manejo epidemiológico e clínico, especialmente a longa fase de convalescença que pode persistir com tosse por meses, mesmo após a eliminação da bactéria.
A coqueluche, causada pela bactéria Bordetella pertussis, é uma infecção respiratória aguda altamente contagiosa, com maior gravidade em lactentes não vacinados. Sua compreensão é fundamental para a saúde pública e a prática clínica, especialmente devido ao ressurgimento da doença em algumas regiões. A doença é caracterizada por um período de incubação que geralmente varia de 7 a 10 dias, podendo se estender até 21 dias. Após o período de incubação, a coqueluche progride através de fases distintas: catarral, paroxística e convalescença. A fase de convalescença é particularmente notável por sua longa duração, estendendo-se de 3 semanas a 3 meses. Durante esta fase, a tosse paroxística diminui em frequência e intensidade, mas pode ser desencadeada por estímulos inespecíficos, persistindo por um período considerável, o que pode gerar ansiedade em pacientes e cuidadores. O manejo da coqueluche envolve o diagnóstico precoce, tratamento com macrolídeos (como azitromicina) na fase inicial para reduzir a transmissibilidade e a gravidade, e suporte sintomático. A vacinação (DTPa ou dTpa) é a principal medida preventiva. É crucial que residentes e estudantes de medicina saibam diferenciar as fases da doença e orientar adequadamente sobre o prognóstico da tosse prolongada na convalescença.
A coqueluche classicamente apresenta três fases: catarral (sintomas inespecíficos), paroxística (tosse intensa com guincho) e convalescença (resolução gradual da tosse).
Conhecer o período de convalescença é vital para orientar pacientes e familiares sobre a persistência da tosse, que pode durar meses, e para evitar tratamentos desnecessários com antibióticos nessa fase.
A bactéria causa dano ao epitélio respiratório e produz toxinas que levam à inflamação e hipersensibilidade brônquica, resultando em tosse paroxística e prolongada mesmo após a erradicação do patógeno.
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