Coqueluche: Diagnóstico, Vacinação e Tratamento Atualizado

SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2025

Enunciado

Sobre a coqueluche, assinale V para as alternativas verdadeiras e F para as falsas: ( ) Também chamada de “tosse comprida”, causada pelo bacilo gram-negativo, aeróbio, Bordetella pertussis, é uma doença de via aérea altamente contagiosa, cuja transmissão ocorre por meio de gotículas de secreção da orofaringe, eliminadas durante a fala, tosse e espirro da pessoa doente. ( ) Apesar de ser prevenível por vacinação, tem altos índices de hospitalização; complicações e mortes entre os lactentes, especialmente os menores de 2 meses de idade. ( ) O tratamento recomendado pelo Ministério da Saúde é realizado com antibióticos da classe dos macrolídeos, sendo a Azitromicina a droga de primeira escolha. ( ) O esquema de vacinação inclui 3 doses da vacina pentavalente (DTP – Hep B – Hib), aplicadas aos 2, 4 e 6 meses de idade, além de duas doses de reforço com a vacina DTP, aos 15 meses e aos 4 anos de idade. Assinale a alternativa que contém a sequência correta:

Alternativas

  1. A) F - V - F - V.
  2. B) F - F - F - V.
  3. C) V - V - V - V.
  4. D) V - V - F - V.

Pérola Clínica

Coqueluche → Bordetella pertussis + Tosse paroxística + Macrolídeos (Azitromicina) + Vacina DTP.

Resumo-Chave

A coqueluche é uma doença infectocontagiosa aguda que exige vigilância epidemiológica; o tratamento precoce com macrolídeos reduz a transmissão e a gravidade em lactentes jovens.

Contexto Educacional

A coqueluche continua sendo um problema de saúde pública, com surtos cíclicos mesmo em populações com alta cobertura vacinal. A imunidade, seja por infecção natural ou vacinação, não é permanente, declinando após 5 a 10 anos. Isso explica a importância dos reforços e da estratégia 'cocooning' (vacinação de contatos próximos do recém-nascido). Em lactentes menores de 6 meses, a coqueluche pode ser atípica e extremamente grave, manifestando-se com apneia e bradicardia em vez da tosse clássica. Complicações como pneumonia, encefalopatia e hipertensão pulmonar são as principais causas de óbito. O diagnóstico padrão-ouro é a cultura de secreção de nasofaringe ou a PCR, mas o tratamento deve ser iniciado imediatamente diante da suspeita clínica para quebrar a cadeia de transmissão.

Perguntas Frequentes

Qual o esquema vacinal para coqueluche no Brasil?

O esquema básico de vacinação contra a coqueluche, segundo o Programa Nacional de Imunizações (PNI), consiste em três doses da vacina pentavalente (que protege contra Difteria, Tétano, Coqueluche, Hepatite B e Haemophilus influenzae tipo b) administradas aos 2, 4 e 6 meses de idade. Posteriormente, são necessários dois reforços com a vacina DTP (Difteria, Tétano e Pertussis de células inteiras): o primeiro aos 15 meses e o segundo aos 4 anos de idade. Além disso, gestantes devem receber a vacina dTpa a partir da 20ª semana de gestação para conferir proteção passiva ao recém-nascido via transplacentária.

Por que a azitromicina é a droga de escolha?

A azitromicina, um macrolídeo, é a droga de primeira escolha para o tratamento da coqueluche devido à sua eficácia na eliminação da Bordetella pertussis da nasofaringe, sua posologia simplificada (uma vez ao dia por 5 dias) e melhor perfil de tolerabilidade gastrointestinal em comparação à eritromicina. Em lactentes menores de 1 mês, a azitromicina é preferida por não estar associada ao risco de estenose hipertrófica do piloro, um efeito colateral conhecido da eritromicina nessa faixa etária. O tratamento é mais eficaz na fase catarral, reduzindo a progressão para a fase paroxística.

Como ocorre a transmissão e quais as fases da doença?

A transmissão ocorre pelo contato direto com secreções respiratórias de pessoas infectadas, através de gotículas expelidas por tosse, espirro ou fala. A doença evolui em três fases: 1) Fase Catarral (1-2 semanas), com sintomas inespecíficos de resfriado, sendo o período de maior transmissibilidade; 2) Fase Paroxística (2-6 semanas), caracterizada por acessos de tosse súbitos e incontroláveis (guincho) que podem levar à cianose e vômitos pós-tussígenos; 3) Fase de Convalescença, onde a tosse diminui gradualmente em frequência e intensidade, podendo durar semanas ou meses.

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