Enxaqueca: Epidemiologia, Sinais e Tratamento Profilático

HCV - Hospital da Cruz Vermelha Brasileira (PR) — Prova 2015

Enunciado

Sobre as Cefaleias, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) A enxaqueca é mais prevalente em mulheres dos 30 aos 50 anos
  2. B) É característica das cefaleias primárias a associação com sinais e sintomas sistêmicos, como mialgia e febre
  3. C) A enxaqueca é um tipo de cefaleia que tem sinais que podem ser chamados de aura, sendo o que a diferencia da cefaleia tensional
  4. D) Medicamentos das classes dos tricíclicos e dos beta bloqueadores são os mais usados para profilaxia da enxaqueca e da cefaléia tensional
  5. E) Analgésicos como dipirona e ácido acetilsalicílico são ineficazes na enxaqueca

Pérola Clínica

Enxaqueca é mais prevalente em mulheres (30-50 anos); cefaleias primárias não têm sinais sistêmicos.

Resumo-Chave

A enxaqueca é uma cefaleia primária comum, com maior prevalência em mulheres na faixa etária produtiva (30 a 50 anos). Diferencia-se da cefaleia tensional pela presença de características como pulsatilidade, unilateralidade, intensidade moderada a grave, piora com atividade física, e frequentemente associada a náuseas, vômitos, foto e fonofobia, e em alguns casos, aura.

Contexto Educacional

As cefaleias são uma das queixas mais comuns na prática médica, e sua correta classificação e manejo são cruciais. A enxaqueca, uma das cefaleias primárias mais prevalentes, é caracterizada por crises de dor de cabeça moderada a grave, geralmente pulsátil e unilateral, que podem ser acompanhadas de náuseas, vômitos, fotofobia e fonofobia. Sua epidemiologia mostra uma maior prevalência em mulheres, especialmente na faixa etária entre 30 e 50 anos, impactando significativamente a qualidade de vida e a produtividade. É fundamental diferenciar as cefaleias primárias (como enxaqueca e tensional) das cefaleias secundárias, que são sintomas de uma condição subjacente grave. As cefaleias primárias não estão associadas a sinais e sintomas sistêmicos como febre ou mialgia; a presença desses sinais deve levantar a suspeita de uma causa secundária e motivar investigação. A aura, presente em cerca de 20-30% dos pacientes com enxaqueca, consiste em sintomas neurológicos focais transitórios que precedem ou acompanham a dor, sendo um marcador distintivo da enxaqueca com aura. O tratamento da enxaqueca envolve tanto o manejo agudo das crises quanto a profilaxia para reduzir a frequência e intensidade dos ataques. Analgésicos comuns (dipirona, AINEs) e triptanos são usados para o tratamento agudo. Para a profilaxia, medicamentos como beta-bloqueadores (propranolol), antidepressivos tricíclicos (amitriptilina) e alguns anticonvulsivantes (topiramato) são opções eficazes. O manejo da cefaleia tensional também pode envolver tricíclicos para profilaxia, mas a enxaqueca e a tensional são entidades distintas com abordagens terapêuticas específicas.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais características da enxaqueca que a diferenciam de outras cefaleias?

A enxaqueca é tipicamente uma dor pulsátil, unilateral, de intensidade moderada a grave, que piora com a atividade física e é frequentemente acompanhada de náuseas, vômitos, fotofobia e fonofobia. A presença de aura é um diferencial em alguns casos.

Quais medicamentos são comumente usados para a profilaxia da enxaqueca?

Para a profilaxia da enxaqueca, são frequentemente utilizados beta-bloqueadores (propranolol), antidepressivos tricíclicos (amitriptilina), anticonvulsivantes (topiramato, valproato) e, mais recentemente, anticorpos monoclonais anti-CGRP.

Como diferenciar uma cefaleia primária de uma cefaleia secundária?

Cefaleias primárias (como enxaqueca e tensional) não são causadas por outra condição médica, enquanto as secundárias são sintomas de uma doença subjacente (ex: infecção, tumor, hemorragia). Sinais de alarme ("red flags") como febre, déficits neurológicos focais, início súbito e dor progressiva sugerem cefaleia secundária.

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