Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2021
Sobre a asma, analise os itens para assinalar a alternativa verdadeira. I. A exposição ao tabagismo passivo, tanto em crianças como em adultos, aumenta o risco de exacerbações e dificulta o controle da asma. lI. Os fatores que influenciam a resposta ao tratamento da asma incluem: diagnóstico incorreto; falta de adesão; uso de drogas que podem diminuir a resposta ao tratamento (anti-inflamatórios não esteroidais e bloqueadores); exposição domiciliar (por exemplo, poeira ou fumaça); exposição ocupacional; tabagismo; e outras comorbidades. IlI. Como recomendação preferencial nas etapas de tratamento, os principais fármacos de controle utilizados (CI, LABA e antileucotrieno) são os mesmos para pacientes maiores de 12 anos. IV. O diagnóstico de asma é mais provável em crianças que apresentam tosse, sibilância recorrente (durante o sono ou desencadeada por gatilhos, tais como atividade física, risada, choro ou exposição ao tabaco ou à poluição), dificuldade respiratória (aos exercícios, risadas ou choro), redução de atividades físicas, pai ou mãe portador de asma e história pregressa de outras alergias (dermatite ou rinite atópica), assim como quando o teste terapêutico é positivo com baixa dose de CI (melhora clínica durante 2-3 meses de tratamento e piora do controle quando o tratamento é interrompido). Estão corretos os itens:
Asma: Tabagismo passivo ↑ exacerbações; AINEs/beta-bloqueadores ↓ resposta; CI/LABA/antileucotrienos são fármacos controle.
O controle da asma é multifatorial, envolvendo evitar gatilhos (tabagismo), identificar fármacos que pioram (AINEs, beta-bloqueadores) e usar terapia de controle adequada (CI, LABA, antileucotrienos), com diagnóstico clínico e resposta terapêutica.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de pessoas globalmente, sendo um dos principais motivos de consultas médicas e hospitalizações. Seu manejo eficaz é crucial para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e prevenir exacerbações. A compreensão dos fatores que influenciam o controle da asma é fundamental, incluindo a exposição a irritantes como o tabagismo passivo, que comprovadamente aumenta o risco de exacerbações em todas as idades. Além disso, é vital reconhecer que certos medicamentos, como anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) e beta-bloqueadores, podem precipitar crises ou dificultar o controle da asma, sendo contraindicados ou usados com extrema cautela em pacientes asmáticos. O tratamento da asma baseia-se em uma abordagem escalonada, com os corticoides inalatórios (CI) sendo a pedra angular da terapia de controle. Outros fármacos como os broncodilatadores de longa ação (LABA) e os antileucotrienos também desempenham um papel importante, especialmente em pacientes com asma mais grave ou mal controlada. O diagnóstico da asma, particularmente em crianças, pode ser desafiador e frequentemente se baseia em critérios clínicos e na resposta a um teste terapêutico. A presença de sintomas recorrentes, desencadeados por gatilhos específicos, história familiar de asma ou outras atopias, e a melhora com o uso de CI, são indicativos fortes. Para residentes, o domínio desses conceitos é essencial para o manejo adequado da asma, tanto na atenção primária quanto em ambientes hospitalares.
Fatores incluem diagnóstico incorreto, falta de adesão ao tratamento, exposição a gatilhos (fumaça, alérgenos), uso de medicamentos que pioram a asma (AINEs, beta-bloqueadores) e comorbidades não tratadas.
Em crianças, o diagnóstico é mais clínico, baseado em sintomas recorrentes (tosse, sibilância, dispneia) desencadeados por gatilhos, história familiar e resposta positiva a um teste terapêutico com corticoides inalatórios.
Os principais fármacos de controle incluem corticoides inalatórios (CI), broncodilatadores de longa ação (LABA) em combinação com CI, e modificadores de leucotrienos (antileucotrienos).
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