CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2023
Sobre os anticorpos IgG-Anti-HBc, que persistem por toda a vida do paciente, independentemente do curso da infecção. Pode-se afirmar que:
IgG anti-HBc persistente + ALT/AST ↑ (10-15 sem pós-infecção) → dano hepático mediado por células T na Hepatite B.
A elevação das transaminases ALT e AST na infecção por Hepatite B, que ocorre tipicamente entre 10 e 15 semanas após a infecção aguda, reflete o dano hepatocelular. Este dano é primariamente mediado pela resposta imune do hospedeiro, especificamente pelas células T citotóxicas que atacam os hepatócitos infectados, e não diretamente pelo vírus.
A infecção pelo vírus da Hepatite B (HBV) é um problema de saúde global, podendo levar a quadros agudos e crônicos com risco de cirrose e carcinoma hepatocelular. A compreensão da sorologia do HBV é crucial para o diagnóstico e manejo. O anticorpo IgG anti-HBc (anti-core total) é um marcador sorológico que indica contato prévio com o vírus, persistindo por toda a vida do paciente, seja em infecção resolvida ou crônica. Sua presença, isolada ou em conjunto com outros marcadores, orienta a investigação e o acompanhamento. A história natural da infecção por HBV envolve uma fase de replicação viral e uma fase de resposta imune. A elevação das enzimas hepáticas alanina aminotransferase (ALT) e aspartato aminotransferase (AST) é um indicador de dano hepatocelular. Na infecção aguda, essa elevação tipicamente ocorre entre 10 e 15 semanas após a exposição ao vírus. É fundamental compreender que o dano hepático na Hepatite B não é causado diretamente pelo vírus, mas sim pela resposta imune do hospedeiro, especificamente pelas células T citotóxicas que reconhecem e destroem os hepatócitos infectados, na tentativa de eliminar o vírus. Para residentes e estudantes, é vital correlacionar os marcadores sorológicos com a fase da doença e a fisiopatologia. A persistência do IgG anti-HBc, juntamente com a elevação das transaminases em um período específico, aponta para a atividade imunológica contra o vírus e o consequente dano hepático. O manejo da Hepatite B crônica envolve monitoramento da carga viral, transaminases e marcadores de fibrose, com indicação de tratamento antiviral em casos selecionados para prevenir a progressão da doença hepática.
O IgG anti-HBc indica contato prévio com o vírus da Hepatite B e persiste por toda a vida, sendo um marcador de infecção passada ou crônica, independentemente da resolução da doença.
A elevação das transaminases ALT e AST geralmente ocorre entre 10 e 15 semanas após a infecção aguda pelo vírus da Hepatite B, refletindo o início do dano hepático.
O dano hepático na Hepatite B é predominantemente mediado pela resposta imune do hospedeiro, especialmente por células T citotóxicas que atacam os hepatócitos infectados, e não por um efeito citopático direto do vírus.
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