Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2024
Sobre anafilaxia, uma das principais complicações em anestesiologia, analise os seguintes itens: I - Na classe II da escala de gravidade clínica das reações de hipersensibilidade imediata, estão presentes sinais que ameaçam a vida, tais como broncoespasmo e arritmias cardíacas. II - Para qualquer apresentação clínica, o emprego de anti-histamínicos e corticosteroides no atendimento primário não encontra evidências na literatura e não devem ser priorizados. A adrenalina é o tratamento de primeira linha para os eventos anafiláticos a partir da classe 2 de gravidade, associados à controle de vias aéreas e reposição volêmica com fluidos isotônicos. III - Na classe I. da escala de gravidade clínica das reações de hipersensibilidade imediata, não há indicação de adrenalina imediatamente. Recomenda-se observação aos sinais de alerta de agravamento do quadro. IV - Em caso de reação anafilática classe III. em gestantes, cesariana de emergência deve ser indicada após 4 minutos.Com base nos itens I, II, III e IV, assinale a alternativa correta:
Anafilaxia sistêmica (Classe II/III) → adrenalina IM imediata + suporte via aérea/volêmico. Anti-histamínicos/corticosteroides são adjuvantes.
A adrenalina intramuscular é o tratamento de primeira linha para anafilaxia com sintomas sistêmicos (a partir da Classe II). Anti-histamínicos e corticosteroides são adjuvantes e não substituem a adrenalina. A classificação de gravidade ajuda a guiar a conduta, mas a prioridade é sempre a estabilização do paciente.
A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que exige reconhecimento e tratamento imediatos. É uma das principais emergências em anestesiologia e em diversos outros contextos clínicos. A classificação de gravidade é fundamental para guiar a conduta. A adrenalina intramuscular é o tratamento de primeira linha e mais importante para a anafilaxia com sintomas sistêmicos (geralmente a partir da Classe II), pois atua rapidamente revertendo a broncoconstrição, vasodilatação e edema. Anti-histamínicos e corticosteroides são terapias adjuvantes, mas não devem atrasar ou substituir a administração de adrenalina. O manejo inclui também o controle das vias aéreas, reposição volêmica com fluidos isotônicos e monitorização. Em gestantes, a prioridade é a estabilização materna, e a cesariana de emergência é considerada apenas em casos de parada cardíaca materna refratária, após 4-5 minutos de reanimação sem sucesso, para tentar salvar o feto.
A adrenalina deve ser administrada imediatamente por via intramuscular em qualquer caso de anafilaxia que apresente sintomas sistêmicos, como hipotensão, broncoespasmo, angioedema de vias aéreas ou sintomas gastrointestinais graves, mesmo que leves.
A Classe I envolve apenas sintomas cutâneos/mucosos localizados. A Classe II apresenta sintomas sistêmicos moderados (ex: urticária generalizada, hipotensão leve, broncoespasmo leve). A Classe III inclui sintomas graves e ameaçadores à vida (ex: hipotensão grave, broncoespasmo intenso, arritmias, choque).
Anti-histamínicos e corticosteroides são terapias adjuvantes na anafilaxia. Eles podem ajudar a aliviar sintomas cutâneos e prevenir reações bifásicas, respectivamente, mas não substituem a adrenalina, que é o tratamento de primeira linha para estabilizar o paciente.
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