Anafilaxia: Diagnóstico, Tratamento e Uso da Epinefrina

PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2020

Enunciado

Sobre a anafilaxia, é CORRETO afirmar:

Alternativas

  1. A) O início agudo de urticária e broncoespasmo é o suficiente para preencher critério diagnóstico de anafilaxia.
  2. B) A dose recomendada de epinefrina para anafilaxia é de 0,01 mg/kg (máximo 0,5 mg/dose) administrada por via intramuscular (na porção anterolateral da coxa) repetido a cada 5 a 15 min, quando necessário.
  3. C) Os antihistamínicos tem um papel importante no tratamento agudo da anafilaxia.
  4. D) As alternativas A, B e C são corretas.

Pérola Clínica

Anafilaxia = epinefrina IM (0,01 mg/kg, máx 0,5 mg) + antihistamínicos adjuvantes + critérios diagnósticos (2+ sistemas).

Resumo-Chave

A anafilaxia é uma reação alérgica grave e potencialmente fatal, cujo tratamento de primeira linha é a epinefrina intramuscular. O diagnóstico é clínico e pode ser feito com o envolvimento agudo de dois ou mais sistemas (ex: pele e respiratório). Antihistamínicos são adjuvantes importantes, mas nunca substituem a epinefrina.

Contexto Educacional

A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que ocorre após a exposição a um alérgeno. É caracterizada por uma liberação maciça de mediadores inflamatórios de mastócitos e basófilos, levando a manifestações em múltiplos sistemas orgânicos. A rápida identificação e tratamento são cruciais para prevenir desfechos graves. O diagnóstico é clínico, baseado em critérios que incluem o início agudo de sintomas em dois ou mais sistemas (ex: pele, respiratório, cardiovascular, gastrointestinal) após exposição a um alérgeno provável. O tratamento de primeira linha e mais importante para a anafilaxia é a administração de epinefrina por via intramuscular. A dose recomendada é de 0,01 mg/kg (com um máximo de 0,5 mg por dose) na porção anterolateral da coxa, podendo ser repetida a cada 5 a 15 minutos, se necessário. A epinefrina atua como um agonista alfa e beta-adrenérgico, revertendo o broncoespasmo, a vasodilatação e o edema, e aumentando a pressão arterial. Além da epinefrina, outras medidas de suporte incluem a remoção do alérgeno, posicionamento do paciente, oxigenoterapia e fluidos intravenosos. Antihistamínicos (H1 e H2) e corticosteroides são considerados terapias adjuvantes; eles podem ajudar a aliviar alguns sintomas cutâneos e prevenir reações bifásicas, respectivamente, mas não substituem a epinefrina na fase aguda da anafilaxia. A educação do paciente sobre a prevenção e o uso de autoinjetores de epinefrina é vital para o manejo a longo prazo.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para anafilaxia?

A anafilaxia é diagnosticada clinicamente. Um dos critérios é o início agudo de envolvimento de dois ou mais sistemas (ex: pele/mucosas, respiratório, cardiovascular, gastrointestinal) após exposição a um alérgeno provável.

Qual a dose e via de administração da epinefrina para anafilaxia?

A dose recomendada de epinefrina para anafilaxia é de 0,01 mg/kg (máximo de 0,5 mg por dose) administrada por via intramuscular na porção anterolateral da coxa, podendo ser repetida a cada 5 a 15 minutos, se necessário.

Qual o papel dos antihistamínicos no tratamento da anafilaxia?

Antihistamínicos (H1 e H2) são adjuvantes importantes no tratamento da anafilaxia, ajudando a aliviar sintomas cutâneos como urticária e prurido. No entanto, eles não tratam o broncoespasmo ou a hipotensão e não substituem a epinefrina.

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