Anafilaxia: Diagnóstico, Critérios e Tratamento Essencial

PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2022

Enunciado

Sobre a anafilaxia, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) O início agudo de urticária e broncoespasmo é suficiente para preencher critério diagnóstico de anafilaxia.
  2. B) A dose recomendada de epinefrina para anafilaxia é de 0,01 mg/kg (máximo 0,5 mg/dose) administrada por via intramuscular (na porção anterolateral da coxa) repetido a cada 5 ─ 15 min, quando necessário.
  3. C) Os anti-histamínicos tem um papel importante no tratamento agudo da anafilaxia.
  4. D) As alternativas A, B e C são corretas.

Pérola Clínica

Anafilaxia: urticária + broncoespasmo = critério diagnóstico; Epinefrina IM 0,01 mg/kg (máx 0,5 mg) é 1ª linha; Anti-histamínicos são adjuvantes.

Resumo-Chave

A anafilaxia é uma reação alérgica sistêmica grave e de início rápido. O diagnóstico é clínico, baseado em critérios específicos que incluem o início agudo de sintomas cutâneos, respiratórios ou cardiovasculares. A epinefrina intramuscular é o tratamento de primeira linha e deve ser administrada prontamente.

Contexto Educacional

A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal. É crucial para residentes e estudantes de medicina reconhecer e tratar prontamente esta condição, que pode progredir rapidamente para choque. A epidemiologia mostra uma crescente incidência, tornando o conhecimento sobre seu manejo ainda mais relevante na prática clínica. A fisiopatologia envolve a liberação maciça de mediadores inflamatórios por mastócitos e basófilos, levando a broncoespasmo, vasodilatação, aumento da permeabilidade vascular e choque. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado em critérios bem definidos que incluem o envolvimento de dois ou mais sistemas orgânicos (pele, respiratório, cardiovascular, gastrointestinal) após exposição a um alérgeno. A suspeita deve ser alta em qualquer paciente com início agudo de urticária/angioedema e sintomas respiratórios ou hipotensão. O tratamento de primeira linha e mais importante é a administração de epinefrina intramuscular, que reverte os efeitos sistêmicos da anafilaxia. Anti-histamínicos e corticosteroides são adjuvantes e não substituem a epinefrina. O prognóstico depende da rapidez do reconhecimento e tratamento, sendo a educação do paciente sobre autoinjetores de epinefrina fundamental para prevenir desfechos graves.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para anafilaxia?

Os critérios incluem início agudo de urticária/angioedema com sintomas respiratórios (broncoespasmo) ou hipotensão, ou dois ou mais sistemas afetados após exposição a alérgeno conhecido.

Qual a dose e via de administração da epinefrina na anafilaxia?

A dose recomendada é de 0,01 mg/kg (máximo 0,5 mg/dose) por via intramuscular na porção anterolateral da coxa, podendo ser repetida a cada 5-15 minutos.

Qual o papel dos anti-histamínicos no tratamento agudo da anafilaxia?

Anti-histamínicos são tratamentos adjuvantes para aliviar sintomas cutâneos como urticária e prurido, mas não tratam os sintomas sistêmicos graves como broncoespasmo ou hipotensão, que exigem epinefrina.

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