HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2025
O sleeve gástrico ou gastrectomia vertical é um procedimento puramente restritivo que consiste na remoção da grande curvatura do estômago, iniciando a partir de 4 a 6 cm do piloro até o ângulo esofagogástrico, deixando o reservatório novo com formato tubular e alongado de volume entre 150 e 200 ml. Essa cirurgia deve ser evitada no seguinte caso:
Sleeve gástrico contraindicado em DRGE/esofagite → risco de piora do refluxo e complicações esofágicas.
O sleeve gástrico, ao remover a grande curvatura e criar um estômago tubular, pode alterar o ângulo de His e aumentar a pressão intraluminal, predispondo ou piorando o refluxo gastroesofágico. Por isso, pacientes com DRGE ou esofagite pré-existente devem evitar este procedimento, optando por outras técnicas bariátricas.
O sleeve gástrico, ou gastrectomia vertical, é um dos procedimentos bariátricos mais realizados mundialmente, caracterizado pela remoção de grande parte do estômago, resultando em um reservatório gástrico tubular e restritivo. É eficaz na perda de peso e controle de comorbidades, mas possui indicações e contraindicações específicas que devem ser rigorosamente avaliadas. A fisiopatologia da piora do refluxo pós-sleeve gástrico está relacionada a alterações anatômicas e funcionais. A ressecção da grande curvatura pode comprometer o mecanismo antirrefluxo do ângulo de His e aumentar a pressão intragástrica, impulsionando o conteúdo ácido para o esôfago. Pacientes com doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) ou esofagite pré-existente são particularmente vulneráveis. Portanto, a presença de DRGE ou esofagite é uma contraindicação relativa ou absoluta para o sleeve gástrico. Nesses casos, outras opções cirúrgicas, como o bypass gástrico em Y de Roux, que tem um efeito protetor contra o refluxo, devem ser consideradas. A avaliação pré-operatória cuidadosa, incluindo endoscopia digestiva alta, é essencial para identificar esses pacientes e otimizar o plano cirúrgico.
O sleeve gástrico pode piorar a DRGE devido à remoção da grande curvatura, que altera o ângulo de His, e ao aumento da pressão intraluminal no estômago tubular, favorecendo o refluxo gastroesofágico.
Para pacientes obesos com DRGE, a cirurgia de bypass gástrico em Y de Roux é frequentemente preferida, pois cria uma derivação que reduz o contato do ácido gástrico com o esôfago, melhorando o refluxo.
Realizar um sleeve gástrico em um paciente com esofagite pode levar à exacerbação da inflamação esofágica, progressão para esôfago de Barrett e aumento do risco de adenocarcinoma esofágico devido ao refluxo persistente.
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