SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2021
Dentre as técnicas disponíveis para tratamento cirúrgico da obesidade, aquela em que é realizada a gastrectomia vertical, com retirada de grande parte do estômago, é chama de:
Sleeve gástrico = Gastrectomia vertical → Redução do estômago em 80%, sem desvio intestinal.
O sleeve gástrico, ou gastrectomia vertical, é uma técnica bariátrica restritiva que remove cerca de 80% do estômago, transformando-o em um tubo. Essa redução volumétrica e a alteração hormonal (diminuição da grelina) promovem a perda de peso sem a necessidade de desvio intestinal, o que pode reduzir algumas complicações metabólicas.
O sleeve gástrico, também conhecido como gastrectomia vertical, é uma das técnicas cirúrgicas mais realizadas para o tratamento da obesidade mórbida. Este procedimento consiste na remoção de aproximadamente 80% do estômago, transformando-o em um tubo estreito que se conecta diretamente ao intestino delgado. A principal característica é a sua natureza restritiva, limitando significativamente a quantidade de alimento que o paciente pode ingerir. Além da restrição volumétrica, o sleeve gástrico promove alterações hormonais importantes. A remoção do fundo gástrico, onde grande parte da grelina (o "hormônio da fome") é produzida, resulta em uma diminuição dos níveis desse hormônio, contribuindo para a redução do apetite e melhora da saciedade. Diferente do bypass gástrico, o sleeve não envolve desvio intestinal, o que pode resultar em menor risco de algumas deficiências nutricionais a longo prazo, embora a suplementação vitamínica e mineral ainda seja necessária. Para residentes e estudantes, é crucial entender as indicações, contraindicações, mecanismos de ação e potenciais complicações do sleeve gástrico. A escolha da técnica bariátrica depende de múltiplos fatores, incluindo o perfil do paciente, comorbidades e preferências do cirurgião. O acompanhamento pós-operatório multidisciplinar é fundamental para o sucesso a longo prazo e a prevenção de complicações.
O sleeve gástrico é indicado para pacientes com IMC ≥ 40 kg/m² ou IMC ≥ 35 kg/m² com comorbidades relacionadas à obesidade, que não obtiveram sucesso com tratamentos clínicos.
A perda de peso ocorre principalmente pela restrição do volume gástrico, que limita a ingestão de alimentos, e pela remoção do fundo gástrico, que reduz a produção de grelina, o hormônio da fome.
Complicações incluem fístulas na linha de grampeamento, estenose, refluxo gastroesofágico, deficiências nutricionais (embora menos que no bypass) e reganho de peso a longo prazo.
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