HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2025
Quando as suas disponibilidades forem insuficientes para garantir a cobertura assistencial à população de uma determinada área, podemos indicar como correto que:
SUS pode complementar serviços com privados; filantrópicas e sem fins lucrativos têm preferência.
A Lei 8.080/90, que regulamenta o Sistema Único de Saúde (SUS), prevê a participação complementar da iniciativa privada quando as disponibilidades do SUS forem insuficientes. Essa participação deve ser formalizada por contrato ou convênio, e as entidades filantrópicas e sem fins lucrativos têm preferência.
O Sistema Único de Saúde (SUS), fundamentado na Constituição Federal de 1988 e regulamentado pela Lei nº 8.080/90, tem como princípio a universalidade, integralidade e equidade da assistência à saúde. Contudo, em situações onde suas disponibilidades são insuficientes para garantir a cobertura assistencial plena à população, a legislação prevê a participação complementar dos serviços da iniciativa privada. Essa participação complementar não significa a privatização do sistema, mas sim uma estratégia para suprir lacunas assistenciais, sempre sob a regulação e fiscalização do SUS. A formalização dessa parceria ocorre mediante contrato ou convênio, seguindo as normas de direito público. Um ponto crucial, e que é o cerne da questão, é a preferência legalmente estabelecida para as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos. Essa preferência visa valorizar instituições que, por sua natureza, já contribuem para o bem-estar social e não têm o lucro como objetivo principal. Para residentes e profissionais de saúde, compreender a estrutura e os princípios do SUS, incluindo a relação com o setor privado, é fundamental para atuar dentro do sistema e entender as dinâmicas de oferta de serviços de saúde no Brasil. A Lei 8.080/90 é um pilar da saúde pública brasileira e seu conhecimento é indispensável para a prática médica e para as provas de residência.
O SUS pode recorrer aos serviços da iniciativa privada quando suas próprias disponibilidades forem insuficientes para garantir a cobertura assistencial à população de uma determinada área, visando complementar a rede pública.
A participação complementar dos serviços privados será formalizada mediante contrato ou convênio, observadas as normas de direito público, garantindo a regulação e fiscalização pelo SUS.
Essas entidades têm preferência para participar do SUS devido ao seu caráter social e à sua missão de oferecer serviços de saúde sem visar lucro, alinhando-se com os princípios de universalidade e equidade do sistema público.
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