HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2017
Quanto ao desenvolvimento do Sistema Único de Saúde, considere as seguintes afirmações: I - Pode-se apontar a 7ª Conferência Nacional de Saúde, de 1980, como precursora teórica da implementação da Atenção Primária à Saúde no Brasil.;II. - A compreensão do processo saúde-doença-cuidado é basilar para a compreensão da complexidade do SUS.;III. - A equidade proposta para o SUS vem romper a barreira da “medicina pobre para pobre”.Quais estão CORRETAS?
SUS: 7ª CNS (1980) → APS; Saúde-doença-cuidado = complexidade; Equidade rompe 'medicina pobre para pobre'.
A 7ª Conferência Nacional de Saúde (1980) foi um marco para a Reforma Sanitária, lançando as bases teóricas para a Atenção Primária à Saúde no Brasil. O SUS se fundamenta na compreensão holística do processo saúde-doença-cuidado e na equidade, que visa oferecer mais a quem mais precisa, superando a lógica de uma medicina segregada por classes sociais.
O Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos maiores e mais complexos sistemas de saúde pública do mundo, concebido para garantir o acesso universal, integral e equânime à saúde para todos os cidadãos brasileiros. Sua construção é fruto de um longo processo histórico, marcado por movimentos sociais e conferências que culminaram na sua criação pela Constituição Federal de 1988. A 7ª Conferência Nacional de Saúde, realizada em 1980, é um ponto crucial nesse percurso, pois foi nela que se consolidaram as propostas da Reforma Sanitária Brasileira e as bases teóricas para a implementação da Atenção Primária à Saúde (APS) no país. A compreensão do processo saúde-doença-cuidado no SUS é basilar para a sua complexidade. O sistema não se limita a tratar doenças, mas busca abordar a saúde de forma ampliada, considerando os múltiplos fatores (sociais, econômicos, ambientais) que influenciam o bem-estar dos indivíduos e das comunidades. Essa perspectiva integral e holística é fundamental para a efetividade das ações de promoção, prevenção e recuperação da saúde, e para a organização dos diferentes níveis de atenção. Um dos princípios mais transformadores do SUS é a equidade. Ao propor a equidade, o SUS visa romper com a histórica barreira da 'medicina pobre para pobre', onde o acesso e a qualidade dos serviços de saúde eram determinados pela condição socioeconômica do indivíduo. A equidade busca tratar desigualmente os desiguais, investindo mais onde há maior necessidade e vulnerabilidade, para que todos tenham a oportunidade de alcançar o mais alto nível de saúde possível. Para os residentes, entender esses fundamentos é essencial para uma prática médica alinhada aos valores e objetivos do SUS, contribuindo para a construção de um sistema de saúde mais justo e eficiente.
A 7ª Conferência Nacional de Saúde, realizada em 1980, foi um marco da Reforma Sanitária Brasileira. Ela consolidou o movimento pela saúde como direito universal e estatal, propondo a criação de um sistema único e descentralizado, e estabeleceu as bases teóricas para a implementação da Atenção Primária à Saúde no Brasil, influenciando diretamente a Constituição de 1988 e a criação do SUS.
O SUS adota uma compreensão ampliada e complexa do processo saúde-doença-cuidado, que vai além da ausência de doença. Ele considera os determinantes sociais, econômicos e ambientais da saúde, buscando uma abordagem integral que inclua promoção, prevenção, tratamento e reabilitação, e que envolva a participação da comunidade.
A equidade no SUS significa que o sistema deve oferecer mais a quem mais precisa, buscando reduzir as desigualdades em saúde. Isso implica em adaptar os serviços e recursos às necessidades específicas de cada grupo populacional, rompendo com a lógica de uma 'medicina pobre para pobre' e garantindo que todos tenham acesso justo e igualitário aos cuidados de saúde, independentemente de sua condição social.
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