Imunologia e Compatibilidade no Transplante Renal

HC ICC - Hospital do Câncer - Instituto do Câncer do Ceará — Prova 2025

Enunciado

Para a execução de um transplante renal, assim como em outros tecidos, é imprescindível realizar a avaliação de compatibilidade imunológica entre o receptor e o doador. Essa análise visa minimizar o risco de rejeição do órgão transplantado. No que diz respeito a esse tema, tem-se que

Alternativas

  1. A) A presença anticorpos contra o doador pós-transplante não causa a perda do enxerto.
  2. B) A rejeição mediada por anticorpos afeta principalmente as células dos túbulos renais.
  3. C) Os antígenos leucocitários humanos (ALH) são o principal alvo do sistema imune do rim transplantado.
  4. D) A rejeição celular tem como principal alvo os capilares endoteliais presentes no rim transplantado.

Pérola Clínica

HLA (Antígenos Leucocitários Humanos) = principal alvo do sistema imune no rim transplantado.

Resumo-Chave

A compatibilidade HLA entre doador e receptor é o fator determinante para o sucesso do transplante renal, minimizando a resposta imune alogênica e o risco de rejeição.

Contexto Educacional

O sucesso do transplante renal depende de uma barreira imunológica bem gerida. O sistema HLA, localizado no cromossomo 6, é o principal mediador da alorreatividade. A avaliação pré-transplante inclui a tipagem HLA, a pesquisa de anticorpos reativos (Painel) e a prova cruzada (crossmatch) para garantir a segurança do procedimento. Existem dois tipos principais de rejeição: a celular, onde o infiltrado inflamatório agride os túbulos renais, e a humoral, onde o alvo principal é o endotélio dos capilares peritubulares e glomérulos. O conhecimento desses alvos é essencial para a interpretação de biópsias renais e ajuste da terapia imunossupressora.

Perguntas Frequentes

Qual a importância do sistema HLA no transplante?

O sistema HLA (Complexo Principal de Histocompatibilidade) é altamente polimórfico e responsável pela apresentação de antígenos. No transplante, as moléculas HLA do doador são reconhecidas como 'não-próprias' pelas células T do receptor, desencadeando a cascata de rejeição. Quanto maior a compatibilidade (mismatch zero), menor a chance de rejeição.

Como se diferencia a rejeição celular da humoral?

A rejeição celular é mediada por linfócitos T que infiltram o parênquima renal, causando tubulite e infiltração intersticial. Já a rejeição humoral (mediada por anticorpos) é causada por anticorpos anti-HLA que se ligam ao endotélio vascular do enxerto, ativando o sistema complemento e causando dano microvascular (capilarite).

O que são anticorpos específicos contra o doador (DSA)?

São anticorpos pré-formados ou desenvolvidos 'de novo' pelo receptor contra os antígenos HLA do doador. A presença de DSA pós-transplante é um forte preditor de rejeição mediada por anticorpos e perda crônica do enxerto, exigindo monitoramento rigoroso e, por vezes, terapias de dessensibilização.

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