HC ICC - Hospital do Câncer - Instituto do Câncer do Ceará — Prova 2025
Para a execução de um transplante renal, assim como em outros tecidos, é imprescindível realizar a avaliação de compatibilidade imunológica entre o receptor e o doador. Essa análise visa minimizar o risco de rejeição do órgão transplantado. No que diz respeito a esse tema, tem-se que
HLA (Antígenos Leucocitários Humanos) = principal alvo do sistema imune no rim transplantado.
A compatibilidade HLA entre doador e receptor é o fator determinante para o sucesso do transplante renal, minimizando a resposta imune alogênica e o risco de rejeição.
O sucesso do transplante renal depende de uma barreira imunológica bem gerida. O sistema HLA, localizado no cromossomo 6, é o principal mediador da alorreatividade. A avaliação pré-transplante inclui a tipagem HLA, a pesquisa de anticorpos reativos (Painel) e a prova cruzada (crossmatch) para garantir a segurança do procedimento. Existem dois tipos principais de rejeição: a celular, onde o infiltrado inflamatório agride os túbulos renais, e a humoral, onde o alvo principal é o endotélio dos capilares peritubulares e glomérulos. O conhecimento desses alvos é essencial para a interpretação de biópsias renais e ajuste da terapia imunossupressora.
O sistema HLA (Complexo Principal de Histocompatibilidade) é altamente polimórfico e responsável pela apresentação de antígenos. No transplante, as moléculas HLA do doador são reconhecidas como 'não-próprias' pelas células T do receptor, desencadeando a cascata de rejeição. Quanto maior a compatibilidade (mismatch zero), menor a chance de rejeição.
A rejeição celular é mediada por linfócitos T que infiltram o parênquima renal, causando tubulite e infiltração intersticial. Já a rejeição humoral (mediada por anticorpos) é causada por anticorpos anti-HLA que se ligam ao endotélio vascular do enxerto, ativando o sistema complemento e causando dano microvascular (capilarite).
São anticorpos pré-formados ou desenvolvidos 'de novo' pelo receptor contra os antígenos HLA do doador. A presença de DSA pós-transplante é um forte preditor de rejeição mediada por anticorpos e perda crônica do enxerto, exigindo monitoramento rigoroso e, por vezes, terapias de dessensibilização.
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