UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2020
Mulher de 27 anos, G3P3A0C0, apresenta secreção vaginal amarronzada de forte odor e sinusorragia recorrente. Última citologia oncótica há 02 anos: ASC-US. Exame ginecológico: extensa ectopia cervical -2 friável, lesão grosseira acetorreagente às “6 horas”. O próximo passo no seguimento dessa paciente é
Sinusorragia + ASC-US prévio + lesão acetorreagente → Colposcopia com biópsia cervical.
A presença de sinusorragia, secreção fétida, ectopia friável e lesão acetorreagente, mesmo com um ASC-US prévio, indica alta suspeita de lesão intraepitelial cervical de alto grau ou câncer invasivo. A colposcopia com biópsia é essencial para o diagnóstico definitivo e direcionamento da conduta.
A sinusorragia, ou sangramento após a relação sexual, é um sintoma alarmante que sempre demanda investigação, pois pode ser um indicativo de lesões cervicais pré-malignas ou malignas. Em conjunto com secreção vaginal de forte odor e achados como ectopia cervical friável e lesões acetorreagentes na inspeção ou após aplicação de ácido acético, a suspeita de patologia cervical significativa aumenta consideravelmente. A citologia oncótica prévia com ASC-US (células escamosas atípicas de significado indeterminado) indica a necessidade de seguimento, e a presença de novos sintomas e achados suspeitos no exame ginecológico justifica uma abordagem mais invasiva. A lesão acetorreagente é um achado colposcópico que sugere áreas de epitélio com maior densidade nuclear, frequentemente associadas a infecção por HPV e lesões intraepiteliais. Nesse cenário clínico, o próximo passo essencial é a realização de uma colposcopia com biópsia cervical dirigida às áreas suspeitas. A biópsia permitirá a análise histopatológica e o diagnóstico definitivo da lesão, que pode variar de uma lesão intraepitelial de baixo grau (NIC 1) a lesões de alto grau (NIC 2/3) ou mesmo carcinoma invasivo. Somente com o diagnóstico histopatológico é possível planejar a conduta terapêutica mais adequada, que pode incluir desde acompanhamento até procedimentos excicionais como a cirurgia de alta frequência (CAF) ou conização.
Sinais como sinusorragia (sangramento após relação sexual), secreção vaginal persistente e fétida, e achados no exame especular como ectopia friável ou lesões visíveis, mesmo com citologia prévia não conclusiva, exigem investigação.
Uma lesão acetorreagente, especialmente em um contexto de sintomas e citologia prévia alterada (como ASC-US), indica a necessidade de colposcopia com biópsia cervical para obter um diagnóstico histopatológico preciso.
A biópsia cervical é crucial para determinar a natureza histológica da lesão (por exemplo, NIC de alto grau, carcinoma in situ ou câncer invasivo), o que é fundamental para definir o tratamento adequado e o prognóstico da paciente.
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