UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2020
Paciente de 42 anos, GIII PIII A0, em uso de DIU de cobre há 8 anos. Comparece ao ambulatório de ginecologia geral queixando-se de sinusorragia há 8 meses, com aumento progressivo da frequência dos episódios. Nega uso de medicamentos e nega também desejo de ter mais filhos. A conduta mais adequada para essa paciente, neste momento é:
Sinusorragia exige investigação cervical completa (especular + citologia) para excluir lesões pré-malignas/malignas, independentemente do DIU.
Sinusorragia (sangramento pós-coito) é um sintoma de alerta que exige investigação imediata para excluir patologias cervicais, incluindo lesões pré-malignas e câncer de colo uterino, independentemente do uso de DIU. O exame especular e a citologia oncótica são os primeiros passos essenciais.
A sinusorragia, ou sangramento pós-coito, é um sintoma que sempre deve ser valorizado e investigado, pois pode ser um indicativo de patologias cervicais que variam de benignas a malignas. Embora o DIU de cobre possa estar associado a um aumento do fluxo menstrual e sangramentos irregulares, a sinusorragia, especialmente se progressiva, não deve ser automaticamente atribuída ao método contraceptivo sem uma avaliação adequada. A idade da paciente (42 anos) a coloca na faixa etária de rastreamento para câncer de colo uterino, e a sinusorragia é um dos sintomas clássicos dessa condição, mesmo em estágios iniciais. Portanto, a prioridade é excluir lesões cervicais. A conduta mais adequada e inicial é realizar um exame especular para visualizar o colo uterino e coletar uma citologia oncótica (Papanicolau). Isso permitirá identificar possíveis lesões visíveis, inflamações, pólipos ou alterações citológicas que sugiram displasia ou câncer. Somente após essa avaliação inicial, e dependendo dos achados, outras investigações como ultrassonografia (para avaliar o DIU ou patologias uterinas) ou sorologias para DSTs podem ser consideradas, mas a exclusão de patologia cervical é a primeira e mais urgente etapa.
Sinusorragia é o sangramento vaginal que ocorre após a relação sexual. É um sintoma de alerta que exige investigação para excluir condições como cervicite, pólipos cervicais ou, mais gravemente, lesões pré-malignas ou câncer de colo uterino.
A conduta inicial deve incluir um exame especular cuidadoso para visualizar o colo uterino e a coleta de citologia oncótica (Papanicolau) para rastreamento de lesões cervicais.
Sim, o DIU de cobre pode aumentar o fluxo menstrual e causar sangramentos intermenstruais ou spotting, mas a sinusorragia persistente e progressiva exige investigação além do DIU.
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