Sinusiorragia: Primeira Medida Diagnóstica Essencial

Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021

Enunciado

Mulher com 32 anos, IV-gesta, III-para, usuária de DIU de cobre há 3 anos procura o serviço médico com queixa de sinusiorragia que acontece há 6 meses. Não ocorre em todas as relações, mas tem se tornado mais frequente. Diante dessa queixa, a primeira medida deve ser

Alternativas

  1. A) exame ultrassonográfico.
  2. B) exame especular.
  3. C) colposcopia com biópsia e anatomopatológico.
  4. D) histeroscopia diagnóstica.
  5. E) medroxiprogesterona e reavaliação clínica.

Pérola Clínica

Sinusiorragia → sempre iniciar com exame especular para identificar a origem do sangramento (colo, vagina, útero).

Resumo-Chave

Diante de qualquer sangramento vaginal, especialmente a sinusiorragia (sangramento pós-coito), a primeira e mais importante medida é o exame especular. Ele permite a visualização direta do colo do útero e das paredes vaginais, possibilitando identificar lesões, pólipos, ectopia cervical, infecções ou a origem do sangramento, antes de prosseguir com exames mais complexos ou invasivos.

Contexto Educacional

A sinusiorragia, ou sangramento pós-coito, é uma queixa ginecológica comum que exige uma avaliação cuidadosa, especialmente em mulheres em idade reprodutiva. Embora muitas vezes benigna, pode ser um sinal de condições mais sérias, incluindo infecções, pólipos ou lesões pré-malignas e malignas do colo do útero. Em pacientes usuárias de DIU de cobre, é importante considerar tanto causas ginecológicas gerais quanto possíveis complicações relacionadas ao método contraceptivo. A abordagem diagnóstica inicial é crucial e deve sempre começar com um exame físico completo, com foco no exame ginecológico. O exame especular é a ferramenta mais importante nesse estágio, pois permite a inspeção visual direta do colo do útero e das paredes vaginais, possibilitando identificar a origem do sangramento e direcionar a investigação subsequente. A coleta de Papanicolau, se não estiver em dia, e a pesquisa de infecções sexualmente transmissíveis também são partes importantes da avaliação. Após a avaliação inicial, exames complementares como ultrassonografia pélvica, colposcopia com biópsia ou histeroscopia podem ser indicados, dependendo dos achados do exame físico e da suspeita clínica. O manejo adequado da sinusiorragia é fundamental para tranquilizar a paciente, diagnosticar precocemente condições graves e iniciar o tratamento apropriado, garantindo a saúde ginecológica da mulher.

Perguntas Frequentes

Qual a primeira medida diante de uma queixa de sinusiorragia?

A primeira medida diante de uma queixa de sinusiorragia (sangramento pós-coito) é sempre o exame especular. Ele permite a visualização direta do colo do útero e das paredes vaginais para identificar a origem do sangramento, como lesões, pólipos ou infecções.

Quais as possíveis causas de sinusiorragia em usuárias de DIU de cobre?

Em usuárias de DIU de cobre, a sinusiorragia pode ser causada por ectopia cervical, cervicite, pólipos cervicais, lesões cervicais (incluindo neoplasias), trauma durante a relação ou, menos comumente, por problemas relacionados ao DIU como deslocamento, embora o sangramento intermenstrual seja mais típico.

Quando a colposcopia ou histeroscopia seriam indicadas após o exame especular?

A colposcopia seria indicada se o exame especular revelar lesões suspeitas no colo do útero ou se o Papanicolau apresentar alterações. A histeroscopia seria considerada se, após a avaliação cervical, a suspeita for de patologia intrauterina, como pólipos endometriais ou miomas submucosos, especialmente se o ultrassom também sugerir alterações.

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