Fogachos na Menopausa: Opções de Tratamento Não Hormonal

USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024

Enunciado

Mulher, 55 anos, G1P1, com queixa de fogacho há 2 anos, especialmente no período noturno, que atrapalha sua qualidade de vida. Última menstruação há 1 ano. Deseja alívio do sintoma, mas não deseja usar terapia hormonal. Não apresenta comorbidades e nem faz uso de medicações. IMC: 26 Kg/m2. PA: 120x70 mmHg. Exame ginecológico sem alterações. Exames de rastreamento recomendados para a idade: normais Qual opção de tratamento não hormonal é a mais efetiva para a redução dos sintomas vasomotores?

Alternativas

  1. A) Sertralina.
  2. B) Fluoxetina.
  3. C) Amitriptilina.
  4. D) Paroxetina.

Pérola Clínica

Para fogachos na menopausa sem TH, Paroxetina (ISRS) é a opção não hormonal mais efetiva e estudada.

Resumo-Chave

Em mulheres na menopausa que apresentam sintomas vasomotores (fogachos) e não podem ou não desejam usar terapia hormonal, os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) e inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN) são opções eficazes. A paroxetina, especialmente em sua formulação de baixa dose e liberação prolongada, é o ISRS com maior evidência de eficácia para essa indicação.

Contexto Educacional

Os sintomas vasomotores, como os fogachos e suores noturnos, são as queixas mais comuns e incômodas durante a transição menopausal e na pós-menopausa, afetando significativamente a qualidade de vida de muitas mulheres. A menopausa é definida retrospectivamente após 12 meses de amenorreia. Embora a terapia hormonal (TH) seja o tratamento mais eficaz para esses sintomas, muitas mulheres possuem contraindicações, preocupações ou simplesmente não desejam utilizá-la. Nesses casos, as opções de tratamento não hormonal ganham destaque. Entre elas, os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) e os inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN) são as classes de medicamentos mais estudadas e com maior evidência de eficácia. A paroxetina, em particular, tem se mostrado consistentemente eficaz na redução da frequência e intensidade dos fogachos, sendo uma das primeiras escolhas quando a TH não é uma opção. Outros ISRS/IRSN como venlafaxina, desvenlafaxina, citalopram e escitalopram também podem ser utilizados. É fundamental que o médico esteja apto a discutir as diversas opções de tratamento com a paciente, considerando suas preferências, comorbidades e riscos individuais. A escolha do tratamento deve ser individualizada, visando o alívio dos sintomas e a melhoria da qualidade de vida, sempre priorizando a segurança da paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais opções não hormonais para tratar fogachos na menopausa?

As principais opções não hormonais incluem inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) como paroxetina e citalopram, inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN) como venlafaxina e desvenlafaxina, e gabapentina.

Por que a paroxetina é considerada uma das opções mais efetivas para fogachos?

A paroxetina, especialmente em doses baixas e formulação de liberação prolongada, tem demonstrado consistentemente em estudos clínicos reduzir a frequência e a intensidade dos fogachos, sendo aprovada para essa indicação em alguns países.

Quando a terapia hormonal é contraindicada para fogachos?

A terapia hormonal é contraindicada em mulheres com histórico de câncer de mama, câncer de endométrio, doença tromboembólica ativa, doença hepática grave, sangramento vaginal inexplicado ou doença cardiovascular recente.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo