SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
Os Sintomas do Trato Urinário Inferior (STUI) de origem não neurogênica nos homens podem ser conduzidos de forma conservadora (mudanças de hábitos de vida), farmacológica (finasterida, tansulosina etc.) ou com tratamentos cirúrgicos (ressescções trausuretrais da próstata, prostatectomia transvesical etc.). No manejo farmacológico, recomenda-se:
Sintomas de armazenamento (urgência/frequência) → Antagonistas muscarínicos são a escolha.
O tratamento dos STUI deve ser fenotipado: sintomas de esvaziamento respondem a alfa-bloqueadores; sintomas de armazenamento exigem antimuscarínicos ou agonistas beta-3.
Os Sintomas do Trato Urinário Inferior (STUI) em homens são multifatoriais, envolvendo frequentemente a Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) e disfunções da bexiga. A abordagem farmacológica moderna foca na sintomatologia predominante. Os alfa-1 bloqueadores são o padrão-ouro para sintomas obstrutivos moderados a graves. Para pacientes com componentes de bexiga hiperativa (armazenamento), os antimuscarínicos são fundamentais. A terapia combinada (alfa-bloqueador + inibidor da 5-alfa-redutase) é reservada para pacientes com risco de progressão (próstatas grandes e PSA elevado), visando reduzir o risco de retenção urinária e necessidade de cirurgia.
Os antagonistas dos receptores muscarínicos (como oxibutinina, tolterodina ou solifenacina) são indicados principalmente para homens que apresentam sintomas de armazenamento, como urgência miccional, frequência aumentada e noctúria, muitas vezes associados à bexiga hiperativa. Eles podem ser usados isoladamente ou em combinação com alfa-bloqueadores, desde que o resíduo pós-miccional seja monitorado para evitar retenção urinária aguda.
Os alfa-bloqueadores (ex: tansulosina) agem relaxando a musculatura lisa do colo vesical e próstata, oferecendo alívio rápido (dias) dos sintomas obstrutivos. Já os inibidores da 5-alfa-redutase (ex: finasterida) bloqueiam a conversão da testosterona em di-hidrotestosterona, reduzindo o volume da próstata ao longo de meses. Estes últimos são indicados para próstatas maiores (>30-40 mL) e para prevenir progressão da doença.
As medidas conservadoras incluem a redução da ingestão de líquidos à noite, diminuição do consumo de cafeína e álcool (irritantes vesicais), técnica de 'double voiding' (micção dupla) e revisão de medicamentos que possam afetar a diurese ou a contratilidade vesical, como diuréticos ou anticolinérgicos para outras condições.
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