IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2022
Um paciente de 72 anos comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) queixando-se de sintomas de trato urinário baixo (disúria, aumento da frequência e jato fraco). Refere ser portador de diabetes tipo 2, hipertensão arterial crônica e hepatite C em atividade. O exame físico revelou próstata de cerca de 60g, lisa e com consistência parenquimatosa. Nesse momento, quais exames devem ser solicitados?
Idoso com STUI + HPB + comorbidades (DM, HAS) → Urina tipo I (ITU), Ureia/Creatinina (função renal), Glicemia (DM descompensado). PSA é para rastreio CA próstata.
Em idosos com sintomas do trato urinário baixo (STUI) e comorbidades como diabetes e hipertensão, é essencial investigar infecção urinária (urina tipo I), avaliar a função renal (ureia/creatinina) e o controle glicêmico (glicemia), pois essas condições podem agravar ou mimetizar os STUI. O PSA é um exame de rastreamento para câncer de próstata e não o mais urgente para a queixa aguda.
Sintomas do trato urinário baixo (STUI), como disúria, aumento da frequência e jato fraco, são queixas comuns em homens idosos, frequentemente associadas à Hiperplasia Prostática Benigna (HPB). No entanto, em pacientes com comorbidades como diabetes tipo 2, hipertensão e hepatite C, a investigação deve ser mais abrangente para descartar outras causas ou fatores agravantes. A avaliação inicial na Unidade Básica de Saúde (UBS) é fundamental para um manejo adequado. Diante de STUI em um paciente idoso com diabetes, é imperativo solicitar urina tipo I para descartar infecção do trato urinário (ITU), uma condição comum e que pode mimetizar ou exacerbar os sintomas da HPB. A avaliação da função renal com ureia e creatinina é essencial, especialmente em pacientes com HAS e DM, para identificar qualquer comprometimento renal. A glicemia é importante para avaliar o controle do diabetes, pois níveis elevados podem predispor a ITUs e neuropatia que afeta a bexiga. O PSA (Antígeno Prostático Específico), embora relevante para o rastreamento de câncer de próstata, não é o exame de primeira linha para a investigação aguda de STUI. Sua solicitação deve ser ponderada de acordo com as diretrizes de rastreamento e a expectativa de vida do paciente. A abordagem inicial deve focar em condições tratáveis e agudas que possam estar contribuindo para os sintomas, garantindo um cuidado integral e seguro ao paciente.
Os exames iniciais incluem urina tipo I para descartar infecção urinária, ureia e creatinina para avaliar a função renal, e glicemia para verificar o controle do diabetes, que pode influenciar os sintomas.
A urina tipo I é crucial para identificar uma possível infecção do trato urinário (ITU), que é comum em idosos e pode causar ou agravar os STUI, mimetizando outras condições como a hiperplasia prostática benigna.
O PSA (Antígeno Prostático Específico) é um marcador para rastreamento de câncer de próstata. Embora a próstata aumentada possa causar STUI, o PSA não é o exame mais urgente para a queixa aguda e sua solicitação deve seguir as diretrizes de rastreamento, não sendo prioritário para a investigação inicial dos sintomas.
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