Doença de Parkinson: Reconheça Sintomas Não Motores

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023

Enunciado

Um paciente com 65 anos faz acompanhamento na unidade básica de saúde devido a doença de Parkinson e evolui com quadro de sonolência diurna excessiva, anosmia, fadiga e apatia. Os familiares referem que o paciente faz uso regular dos seguintes medicamentos: levodopa, dipirona, losartana e ácido acetilsalicílico. Ele é, então, encaminhado para internação hospitalar para investigação diagnóstica do quadro relatado. O exame físico revela presença de rigidez muscular importante com sinal da roda dentada presente e tremores nas extremidades. O paciente apresenta-se muito sonolento, respondendo às solicitações, com perda do olfato, cansaço importante e apatia. Foram realizados exames laboratoriais que se mostraram dentro dos parâmetros da normalidade.Nesse caso, a provável evolução do quadro clínico do paciente está relacionada a

Alternativas

  1. A) quadro infeccioso com exames laboratoriais dentro dos parâmetros da normalidade.
  2. B) distúrbios neurodegenerativos não relacionados à doença de Parkinson.
  3. C) manifestação neuropsiquiátrica e não motora da doença de Parkinson.
  4. D) parkinsonismo secundário associado a medicamentos.

Pérola Clínica

Parkinson: Sonolência, anosmia, fadiga e apatia são sintomas não motores comuns, indicando progressão da doença.

Resumo-Chave

A Doença de Parkinson não se manifesta apenas com sintomas motores. Sintomas não motores como sonolência diurna excessiva, anosmia, fadiga e apatia são frequentes e podem preceder ou acompanhar os sintomas motores, sendo importantes para o diagnóstico e manejo da doença.

Contexto Educacional

A Doença de Parkinson (DP) é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta predominantemente os neurônios produtores de dopamina em uma área específica do cérebro chamada substância negra. Embora seja classicamente conhecida por seus sintomas motores (tremor de repouso, bradicinesia, rigidez e instabilidade postural), é crucial reconhecer que a DP também apresenta uma ampla gama de sintomas não motores, que muitas vezes são mais debilitantes e podem preceder o início dos sintomas motores em anos. Esses sintomas não motores incluem distúrbios do sono (insônia, transtorno comportamental do sono REM), disfunção autonômica (constipação, hipotensão ortostática), sintomas neuropsiquiátricos (depressão, ansiedade, apatia, psicose, demência) e disfunções sensoriais (anosmia, dor). A sonolência diurna excessiva e a fadiga são queixas comuns que afetam a qualidade de vida. O reconhecimento precoce e o manejo adequado desses sintomas são fundamentais para um cuidado integral do paciente com DP, pois impactam diretamente a qualidade de vida e a progressão da doença. Para residentes, é essencial estar atento a esses sintomas não motores, pois a sua identificação pode levar a um diagnóstico mais precoce e a um plano de tratamento mais abrangente. A investigação diagnóstica deve incluir uma anamnese detalhada sobre todos os sintomas, não apenas os motores, e um exame físico neurológico completo. Exames laboratoriais e de imagem geralmente são normais na DP idiopática e servem para excluir outras causas de parkinsonismo.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas não motores da Doença de Parkinson?

Os principais sintomas não motores incluem sonolência diurna excessiva, anosmia (perda do olfato), fadiga, apatia, depressão, ansiedade, dor, constipação intestinal e distúrbios do sono REM. Eles podem impactar significativamente a qualidade de vida do paciente.

Como diferenciar os sintomas não motores de Parkinson de outras condições?

A diferenciação é clínica e baseia-se na história do paciente, na progressão dos sintomas e na exclusão de outras causas. A presença de sintomas motores clássicos de Parkinson (bradicinesia, rigidez, tremor de repouso) em conjunto com os não motores reforça o diagnóstico.

Qual a importância da anosmia no contexto da Doença de Parkinson?

A anosmia é um dos sintomas não motores mais precoces e comuns da Doença de Parkinson, podendo preceder os sintomas motores em anos. Sua presença é um forte indicador de risco para o desenvolvimento da doença e pode auxiliar no diagnóstico precoce.

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