Sinovite Transitória do Quadril: Diagnóstico em Crianças

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2023

Enunciado

Com relação à sinovite transitória do quadril na infância, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A maioria dos casos ocorre na faixa etária de três a oito anos, com pico em torno dos seis anos. Está estabelecido que a sinovite transitória é a causa da doença de Legg-Calvé-Perthes.
  2. B) A maioria dos casos ocorre na faixa etária de três a oito anos, com pico em torno dos seis anos. A sinovite transitória é considerada a causa mais comum de dor no quadril e de claudicação não traumática na infância.
  3. C) A maioria dos casos ocorre na faixa etária de oito a doze anos, com pico em torno dos dez anos. Em relação a trauma e à sinovite transitória, a literatura sugere, majoritariamente, que o trauma seria a causa da sinovite.
  4. D) A maioria dos casos ocorre na faixa etária de oito a doze anos, com pico em torno dos dez anos. É fundamental a artrocentese para o diagnóstico diferencial com quadro infeccioso.
  5. E) A maioria dos casos ocorre na faixa etária de oito a doze anos, com pico em torno dos dez anos. A dor costuma ser crônica ou crônica agudizada, compondo diagnóstico diferencial com epifisiólise femoral proximal.

Pérola Clínica

Sinovite transitória = causa mais comum de dor no quadril e claudicação não traumática em crianças de 3-8 anos.

Resumo-Chave

A sinovite transitória do quadril é uma condição benigna e autolimitada, sendo a causa mais frequente de dor no quadril e claudicação em crianças pequenas. É crucial reconhecê-la para evitar investigações desnecessárias e diferenciá-la de condições mais graves como artrite séptica ou Legg-Calvé-Perthes.

Contexto Educacional

A sinovite transitória do quadril é uma condição inflamatória benigna e autolimitada da articulação do quadril, sendo a causa mais comum de dor no quadril e claudicação não traumática em crianças. Sua incidência é maior entre 3 e 8 anos de idade, com pico aos 6 anos, e é mais frequente em meninos. Geralmente, ocorre após uma infecção viral de vias aéreas superiores ou trauma leve, embora a relação com trauma seja controversa. O diagnóstico é clínico, baseado na história de dor no quadril ou joelho, claudicação, e ausência de sinais sistêmicos graves. O exame físico revela dor à mobilização do quadril, especialmente à rotação interna. Exames complementares, como radiografias, são geralmente normais, e ultrassonografia pode mostrar derrame articular. Exames laboratoriais (hemograma, PCR, VHS) são úteis para excluir artrite séptica, que é o principal diagnóstico diferencial e exige tratamento imediato. O tratamento é sintomático, com repouso relativo e analgésicos/anti-inflamatórios não esteroides. A condição geralmente se resolve espontaneamente em 7 a 14 dias. É fundamental tranquilizar os pais e orientar sobre os sinais de alerta para condições mais graves. O acompanhamento é importante para garantir a resolução completa e excluir outras patologias, como a doença de Legg-Calvé-Perthes, que pode ter sintomas iniciais semelhantes.

Perguntas Frequentes

Qual a faixa etária mais comum para a sinovite transitória do quadril?

A sinovite transitória do quadril afeta predominantemente crianças na faixa etária de três a oito anos, com um pico de incidência em torno dos seis anos de idade.

Como diferenciar sinovite transitória de artrite séptica do quadril?

A diferenciação é clínica e laboratorial. Artrite séptica geralmente apresenta febre alta, prostração, dor intensa e incapacidade de suportar peso, com elevação acentuada de PCR e VHS. A sinovite transitória é mais branda, com febre baixa ou ausente e marcadores inflamatórios discretamente elevados ou normais. A artrocentese é indicada se houver alta suspeita de infecção.

A sinovite transitória pode causar a doença de Legg-Calvé-Perthes?

Não, a sinovite transitória não é considerada a causa da doença de Legg-Calvé-Perthes. Embora ambas afetem o quadril na infância, são condições distintas com fisiopatologias diferentes. A Legg-Calvé-Perthes é uma necrose avascular da cabeça femoral.

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