Sinovite Transitória do Quadril: Diagnóstico em Crianças

HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2022

Enunciado

Fernando, três anos, é levado pela mãe à uma Unidade de Pronto Atendimento com história de irritabilidade e recusa a andar ou ficar em pé há quatro dias. Nega anorexia e febre. Mãe refere episódio de infecção de vias aéreas superiores antecedendo o quadro clínico atual. Exame físico normal com exceção de dor a manipulação do quadril e fêmur à direita. Encontra-se em bom estado geral e afebril. Dentre os achados laboratoriais abaixo, o mais provavelmente encontrado neste paciente é:

Alternativas

  1. A) ressonância magnética demonstrando espessamento do periósteo.
  2. B) ultrassonografia com alargamento do espaço articular.
  3. C) radiografia da pelve em AP e Lowenstein evidenciando colapso da epífise.
  4. D) cintilografia de fêmur evidenciado sequestro ósseo.

Pérola Clínica

Criança < 10 anos + dor quadril + recusa a andar + IVAS prévia + afebril = Sinovite Transitória. USG → derrame articular.

Resumo-Chave

O quadro de criança afebril com dor no quadril e recusa a andar, precedido por infecção de vias aéreas superiores, é clássico de sinovite transitória do quadril. A ultrassonografia é o exame de escolha para confirmar o derrame articular, que é o achado mais provável nessa condição.

Contexto Educacional

A sinovite transitória do quadril é a causa mais comum de dor no quadril e claudicação em crianças, geralmente afetando a faixa etária de 3 a 10 anos. É uma condição benigna e autolimitada, frequentemente precedida por uma infecção viral de vias aéreas superiores. A importância clínica reside na necessidade de diferenciá-la de condições mais graves, como a artrite séptica do quadril, que exige tratamento emergencial. A fisiopatologia envolve uma inflamação não específica da membrana sinovial do quadril, resultando em derrame articular. O diagnóstico é clínico, baseado na história de dor no quadril, recusa a andar, bom estado geral, ausência de febre alta e infecção viral prévia. O exame físico revela dor à manipulação do quadril, especialmente à rotação interna. A ultrassonografia do quadril é o exame complementar mais útil, evidenciando o alargamento do espaço articular devido ao derrame. O tratamento da sinovite transitória é de suporte, com repouso e analgésicos/anti-inflamatórios. A condição geralmente se resolve em 7 a 14 dias. É fundamental que residentes saibam reconhecer esse quadro e realizar o diagnóstico diferencial adequado, especialmente com a artrite séptica, para evitar atrasos no tratamento de condições que podem levar a sequelas graves se não abordadas corretamente.

Perguntas Frequentes

Quais os principais sintomas da sinovite transitória do quadril em crianças?

Os principais sintomas são dor no quadril, coxa ou joelho, claudicação ou recusa a andar, irritabilidade e, frequentemente, história de infecção viral recente. Geralmente, a criança está afebril ou com febre baixa e bom estado geral.

Qual o papel da ultrassonografia no diagnóstico da sinovite transitória?

A ultrassonografia é o exame de imagem de escolha para a sinovite transitória, pois é capaz de detectar e quantificar a presença de derrame articular no quadril, que é o achado característico da condição.

Como diferenciar sinovite transitória de artrite séptica do quadril?

A diferenciação é crucial. A artrite séptica cursa com febre alta, toxicidade, dor intensa e marcadores inflamatórios muito elevados (leucocitose, PCR/VHS). A sinovite transitória é afebril ou com febre baixa, bom estado general e marcadores inflamatórios normais ou discretamente elevados.

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