FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2023
Escolar de 8 anos, masculino, iniciou há 3 dias dor em quadril à direita, irradiando para face medial da coxa e joelho; ao deambular apresenta claudicação, sem outros sintomas associados. Na análise da história patológica pregressa, refere quadro respiratório há 1 mês. Realizado hemograma e velocidade de hemossedimentação (VHS) normais e ultrassonografia com presença de pequena quantidade de líquido em articulação coxo femoral direita. A hipótese diagnóstica mais provável é:
Criança com dor quadril + claudicação + infecção viral prévia + VHS normal + líquido USG → Sinovite Transitória.
A sinovite transitória do quadril é a causa mais comum de dor no quadril e claudicação em crianças, geralmente benigna e autolimitada. É frequentemente precedida por uma infecção viral e caracterizada por exames laboratoriais normais (VHS, PCR) e presença de líquido na articulação coxo-femoral à ultrassonografia, sem sinais de infecção grave.
A dor no quadril em crianças é uma queixa comum que exige uma abordagem diagnóstica cuidadosa, pois pode variar de condições benignas a emergências ortopédicas. A sinovite transitória do quadril é a causa mais frequente de dor no quadril e claudicação em crianças de 3 a 10 anos, sendo crucial para residentes saberem diferenciá-la de outras patologias mais graves. A condição é autolimitada e geralmente tem um bom prognóstico. A fisiopatologia da sinovite transitória não é totalmente compreendida, mas acredita-se que seja uma resposta inflamatória estéril da membrana sinovial do quadril, frequentemente desencadeada por uma infecção viral recente (respiratória ou gastrointestinal). O diagnóstico é de exclusão, baseado na história clínica (dor, claudicação, infecção prévia), exame físico (dor à mobilização do quadril, mas sem sinais de toxicidade), exames laboratoriais normais (hemograma, VHS, PCR) e achados de imagem (líquido na articulação coxo-femoral à ultrassonografia). O tratamento da sinovite transitória é conservador, com repouso relativo e analgésicos/anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) para alívio da dor. A melhora geralmente ocorre em poucos dias a uma semana. É fundamental acompanhar o paciente para garantir a resolução dos sintomas e excluir outras condições, especialmente se os sintomas persistirem ou piorarem, o que pode indicar um diagnóstico alternativo.
Os sintomas típicos incluem dor no quadril, que pode irradiar para a coxa ou joelho, e claudicação (manqueira). Geralmente, a criança não apresenta febre alta ou sinais de toxicidade e pode ter um histórico recente de infecção viral.
A ultrassonografia é um exame útil que pode demonstrar a presença de líquido na articulação coxo-femoral, confirmando a sinovite. É importante que a quantidade de líquido seja pequena a moderada e que não haja sinais de coleção purulenta ou outras alterações ósseas.
A sinovite transitória é uma condição benigna com marcadores inflamatórios normais e ausência de febre alta, enquanto a artrite séptica é uma emergência ortopédica com febre, dor intensa, incapacidade de suportar peso e elevação significativa de VHS e PCR. A artrite séptica requer drenagem cirúrgica e antibióticos.
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