CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2012
Sobre as doenças que acometem a esclera e o cristalino, é correto afirmar que:
Sinoftalmia = fusão parcial dos olhos na linha média + malformações do SNC.
A sinoftalmia e a ciclopia são espectros da holoprosencefalia. O anel de Soemmering e as pérolas de Elschnig são complicações pós-facectomia (opacificação de cápsula posterior).
O estudo das patologias do cristalino e da esclera abrange desde defeitos do desenvolvimento embrionário até degenerações senis e complicações cirúrgicas. A sinoftalmia exemplifica uma falha precoce na indução do campo ocular único em dois primórdios separados, processo mediado por genes como o SHH (Sonic Hedgehog). No contexto pós-cirúrgico da catarata, a compreensão da biologia das células epiteliais do cristalino (LECs) é fundamental. Mesmo após a remoção do córtex e núcleo, as LECs remanescentes no equador capsular podem proliferar e sofrer diferenciação aberrante. O Anel de Soemmering é clinicamente relevante em casos de trauma ou reoperações, enquanto as Pérolas de Elschnig são a causa mais comum de baixa visão tardia pós-facectomia, tratadas com capsulotomia a YAG Laser.
A sinoftalmia é uma malformação congênita rara onde ocorre a fusão parcial dos dois olhos na linha média. Ela representa um grau extremo de defeito no desenvolvimento do prosencéfalo, estando intimamente ligada à holoprosencefalia (falha na divisão do cérebro anterior). Frequentemente, esses pacientes apresentam uma probóscide acima do olho fundido e graves anomalias do sistema nervoso central, sendo geralmente incompatível com a vida a longo prazo.
Ambos são formas de opacificação da cápsula posterior (OCP) após cirurgia de catarata. O Anel de Soemmering forma-se quando células epiteliais do cristalino ficam presas entre os remanescentes da cápsula anterior e posterior na periferia (equador), criando uma estrutura anular de material lenticular. Já as Pérolas de Elschnig ocorrem quando essas células epiteliais migram para o eixo visual central e se vacuolizam, assemelhando-se a pequenos cachos de uvas ou pérolas, reduzindo a acuidade visual.
A placa escleral senil (ou hialina) é uma alteração degenerativa comum em idosos, localizada geralmente à frente das inserções dos músculos retos horizontais. Caracteriza-se por uma área de desidratação e calcificação da esclera, que se torna translúcida, permitindo a visualização da cor escura da úvea subjacente. Diferente do que se pode pensar, não é depósito lipídico, mas sim uma alteração da matriz de colágeno e depósitos de cálcio.
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