Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2021
Considerando o diagnóstico de infertilidade, assinale a opção correta.
Sinéquias uterinas → causa de infertilidade. Histeroscopia = padrão ouro para diagnóstico e tratamento.
Sinéquias uterinas, frequentemente decorrentes de traumas endometriais (abortamentos, cirurgias), podem impedir a implantação embrionária. A histeroscopia permite visualizar diretamente a cavidade uterina, diagnosticar as sinéquias e realizar sua lise no mesmo procedimento, sendo crucial para o manejo do fator uterino de infertilidade.
A infertilidade é um desafio crescente na prática clínica, afetando cerca de 15% dos casais em idade reprodutiva. Sua investigação é complexa e multifatorial, envolvendo fatores femininos (ovulatório, tubário, uterino, peritoneal) e masculinos. O entendimento da classificação (primária vs. secundária) e das etapas diagnósticas é fundamental para direcionar a conduta e otimizar os resultados para os pacientes. O fator uterino, embora menos comum que o ovulatório ou tubário, é crucial e muitas vezes tratável. Sinéquias uterinas, ou aderências intrauterinas, são uma causa importante, frequentemente resultantes de curetagens pós-abortamento, infecções ou cirurgias uterinas. Elas podem obliterar a cavidade uterina, impedindo a implantação ou causando abortos de repetição. A histeroscopia é o método diagnóstico e terapêutico de escolha, permitindo a visualização direta e a lise das aderências. O manejo da infertilidade exige uma abordagem sistemática, iniciando com história clínica detalhada e exame físico, seguido por exames complementares como ultrassonografia transvaginal, histerossalpingografia, avaliação da reserva ovariana e espermograma. A identificação precoce e o tratamento adequado das sinéquias uterinas por histeroscopia podem restaurar a anatomia uterina e melhorar significativamente as chances de gestação, destacando a importância de um diagnóstico preciso e intervenção oportuna.
As principais causas incluem sinéquias uterinas (aderências), miomas submucosos, pólipos endometriais, malformações uterinas congênitas e adenomiose. Todas podem interferir na implantação embrionária ou no transporte de gametas.
A histeroscopia é indicada quando há suspeita de patologias intracavitárias, como sinéquias, pólipos ou miomas, especialmente após achados alterados em exames como ultrassonografia transvaginal ou histerossalpingografia, ou em casos de falha de implantação em ciclos de reprodução assistida.
A infertilidade primária é definida pela incapacidade de engravidar após 12 meses de tentativas sem sucesso em mulheres que nunca engravidaram. A infertilidade secundária ocorre quando a mulher já teve pelo menos uma gestação prévia, independentemente de seu desfecho (parto, aborto ou ectópica), e não consegue engravidar novamente após 12 meses de tentativas.
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