Sinéquias e Deformidades Pupilares: Causas e Implicações

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2019

Enunciado

A alteração observada na foto a seguir, mais provavelmente:

Alternativas

  1. A) É congênita.
  2. B) Está relacionada ao glaucoma neovascular.
  3. C) É causada por glaucoma pseudoexfoliativo.
  4. D) Decorre de quadro inflamatório ou traumatismo ocular.

Pérola Clínica

Deformidade pupilar/Sinéquias → Frequentemente decorrem de trauma prévio ou processos inflamatórios (uveítes).

Resumo-Chave

Alterações na forma da pupila (corectopia) e aderências da íris ao cristalino (sinéquias) são sinais clássicos de insultos inflamatórios ou mecânicos anteriores.

Contexto Educacional

A avaliação da pupila é um componente crítico do exame oftalmológico. Irregularidades na margem pupilar sugerem a presença de sinéquias, que são marcas registradas de inflamação intraocular. Em quadros de uveíte anterior aguda, o uso de midriáticos é essencial justamente para prevenir a formação dessas aderências ou romper as recém-formadas. O trauma ocular, por sua vez, pode causar danos estruturais diretos ao tecido iriano. A diferenciação entre uma alteração congênita (como coloboma de íris) e uma adquirida (traumática ou inflamatória) baseia-se na história clínica, na localização da lesão e na presença de outros sinais associados, como pigmentos no cristalino (manchas de Vossius) ou atrofia de íris.

Perguntas Frequentes

O que são sinéquias posteriores?

Sinéquias posteriores são aderências anormais entre a face posterior da íris e a cápsula anterior do cristalino. Elas ocorrem devido à exsudação de proteínas e células inflamatórias no humor aquoso, que tornam as superfícies 'pegajosas'. São achados comuns em uveítes anteriores e após traumas oculares contusos ou penetrantes.

Como o trauma ocular altera a pupila?

O trauma pode causar midríase traumática (dilatação persistente por lesão do esfíncter pupilar), iridodiálise (desinserção da raiz da íris) ou corectopia (desvio da pupila). Além disso, a inflamação pós-traumática pode levar à formação de sinéquias, resultando em uma pupila irregular e com baixa reatividade à luz.

Qual o risco de sinéquias posteriores extensas?

Quando as sinéquias ocorrem em 360 graus (seclusão pupilar), o humor aquoso fica impedido de passar da câmara posterior para a anterior. Isso causa o abaulamento da íris (íris em bombê) e o fechamento do ângulo iridocorneano, levando ao glaucoma agudo secundário por bloqueio pupilar, uma emergência oftalmológica.

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