Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2022
São Síndromes pós-gastrectomia, exceto:
Síndrome de Mirizzi ≠ complicação pós-gastrectomia; é compressão ductal por cálculo biliar impactado.
A Síndrome de Mirizzi é uma complicação da colelitíase, onde um cálculo impactado no ducto cístico ou infundíbulo da vesícula biliar comprime o ducto hepático comum, causando icterícia obstrutiva. Não está relacionada à gastrectomia.
A gastrectomia, seja parcial ou total, é um procedimento cirúrgico que remove parte ou todo o estômago, frequentemente realizada para tratamento de neoplasias gástricas, úlceras pépticas complicadas ou, em alguns casos, obesidade mórbida (cirurgia bariátrica). Embora seja um tratamento eficaz para diversas condições, a alteração anatômica e fisiológica do trato gastrointestinal pode levar a uma série de complicações conhecidas como síndromes pós-gastrectomia. Entre as síndromes pós-gastrectomia mais comuns, destacam-se a Síndrome de Dumping (precoce e tardia), a anemia ferropriva e por deficiência de vitamina B12, a gastrite de refluxo alcalino e, em menor frequência, a osteomalácia e a diarreia pós-vagotomia. Essas condições resultam de alterações na digestão, absorção de nutrientes e motilidade gastrointestinal. A Síndrome de Mirizzi, por outro lado, é uma complicação da colelitíase, onde um cálculo biliar impactado no ducto cístico ou no infundíbulo da vesícula biliar causa compressão extrínseca do ducto hepático comum, levando à icterícia obstrutiva. É fundamental que o residente saiba diferenciar as complicações diretamente relacionadas à cirurgia gástrica das patologias biliares para um diagnóstico e manejo corretos.
A Síndrome de Dumping pode ser precoce (30-60 min pós-refeição), com sintomas vasomotores e gastrointestinais, ou tardia (1-3h pós-refeição), com hipoglicemia reativa. Ambas são causadas pela rápida passagem de alimentos para o intestino delgado.
A gastrectomia pode reduzir a secreção de ácido gástrico e a produção de fator intrínseco, essenciais para a absorção de ferro e vitamina B12, respectivamente. Isso leva à anemia ferropriva e megaloblástica.
A gastrite de refluxo alcalino é causada pelo refluxo de bile e suco pancreático para o estômago após a gastrectomia, resultando em inflamação e dor epigástrica, que piora após as refeições e não melhora com antiácidos.
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