Síndromes Hipertensivas na Gravidez: Classificação e Diagnóstico

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2020

Enunciado

III gesta II para com 32 anos de idade encontra-se com 34 semanas de gravidez e durante sua consulta de pré- -natal foi constatada PA de 150 x 95 mmHg. Frente a essa informação, é correto afirmar que

Alternativas

  1. A) se trata de hipertensão arterial crônica, pois é multípara.
  2. B) se trata de pré-eclâmpsia, pois está na 34ª semana de gravidez.
  3. C) pelos níveis pressóricos deve ser pré-eclâmpsia grave (acima de 140 x 90 mmHg).
  4. D) deverá ser medicada com sulfato de magnésio para se evitar a possibilidade de convulsão.
  5. E) a única afirmação possível a ser feita é de que se trata de um caso de síndrome hipertensiva.

Pérola Clínica

PA ≥ 140/90 mmHg após 20 semanas de gestação = Síndrome Hipertensiva Gestacional.

Resumo-Chave

Uma única medida de PA elevada (≥ 140/90 mmHg) após 20 semanas de gestação classifica o quadro como uma síndrome hipertensiva gestacional. Para diferenciar entre hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia ou hipertensão crônica, são necessários outros dados, como proteinúria, sinais de gravidade ou histórico de hipertensão prévia à gestação.

Contexto Educacional

As síndromes hipertensivas na gravidez são uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal, afetando cerca de 5-10% das gestações. A classificação correta é fundamental para o manejo adequado e a prevenção de complicações. Elas incluem hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia, pré-eclâmpsia sobreposta à hipertensão crônica e hipertensão arterial crônica. A fisiopatologia da pré-eclâmpsia, a forma mais grave, envolve uma placentação anormal que leva à disfunção endotelial sistêmica. O diagnóstico inicial de qualquer síndrome hipertensiva na gravidez é feito pela elevação da pressão arterial (PA ≥ 140/90 mmHg) após 20 semanas de gestação. No entanto, para diferenciar entre os tipos, são necessários dados adicionais, como a presença de proteinúria, sinais e sintomas de disfunção de órgãos-alvo (cefaleia, distúrbios visuais, dor epigástrica, alterações laboratoriais) e o histórico de hipertensão prévia à gestação. O manejo varia conforme a classificação. Pacientes com hipertensão gestacional ou pré-eclâmpsia requerem monitoramento rigoroso da PA, proteinúria e bem-estar fetal. Em casos de pré-eclâmpsia grave, pode ser necessária a internação, uso de anti-hipertensivos e, em algumas situações, sulfato de magnésio para prevenção de convulsões (eclâmpsia). O prognóstico depende da gravidade e do momento do diagnóstico e intervenção, sendo o parto a única cura definitiva para a pré-eclâmpsia.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para diagnosticar pré-eclâmpsia?

Pré-eclâmpsia é diagnosticada por hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg em duas ocasiões, com 4h de intervalo, após 20 semanas) associada a proteinúria (≥ 300 mg/24h ou relação proteína/creatinina ≥ 0,3) ou disfunção de órgão-alvo.

Como diferenciar hipertensão gestacional de pré-eclâmpsia?

A hipertensão gestacional é a hipertensão que surge após 20 semanas sem proteinúria ou disfunção de órgão-alvo. Se houver proteinúria ou disfunção de órgão, é pré-eclâmpsia.

Quando a hipertensão é considerada crônica na gravidez?

A hipertensão é crônica se diagnosticada antes da gestação, antes de 20 semanas de gestação, ou se persistir por mais de 12 semanas pós-parto.

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