HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2025
Sobre síndromes hemorrágicas da segunda metade da gestação, assinale a alternativa incorreta:
DPP não implica cesárea obrigatória; parto vaginal pode ser indicado em feto morto ou inviável.
Embora a cesárea seja comum no descolamento prematuro de placenta (DPP) devido ao risco fetal, ela não é obrigatória. Em casos de feto morto ou inviável, o parto vaginal pode ser a via de escolha, dependendo das condições maternas e cervicais, desde que não haja contraindicações maternas.
As síndromes hemorrágicas da segunda metade da gestação representam emergências obstétricas significativas, com potencial morbimortalidade materna e fetal. As principais causas incluem placenta prévia e descolamento prematuro de placenta (DPP), cada uma com características clínicas, fatores de risco e abordagens de manejo distintas. A identificação precoce e a conduta adequada são cruciais para o desfecho favorável. A placenta prévia é caracterizada pela implantação da placenta sobre ou muito próxima ao orifício interno do colo uterino, manifestando-se tipicamente com sangramento vaginal indolor. Seus fatores de risco são múltiplos e incluem cesárea anterior, multiparidade e idade materna avançada. O diagnóstico é ultrassonográfico, e o acompanhamento é fundamental para avaliar a resolução ou a persistência da condição, bem como o risco de acretismo placentário. O descolamento prematuro de placenta (DPP) é a separação da placenta da parede uterina antes do nascimento do feto, geralmente associado a dor abdominal e sangramento. A conduta no DPP depende da vitalidade fetal e da gravidade do descolamento. Embora a cesárea seja frequentemente indicada para salvar a vida fetal, em situações de feto morto ou inviável, e com condições obstétricas favoráveis, o parto vaginal pode ser a via de escolha, desmistificando a ideia de que a cesárea é sempre obrigatória.
Os fatores de risco para placenta prévia incluem cesárea anterior, gestação múltipla, multiparidade, idade materna avançada (acima de 35 anos), tabagismo, uso de cocaína, fertilização in vitro e cirurgias uterinas prévias, como curetagens.
A ultrassonografia para confirmar placenta prévia ou inserção baixa deve ser repetida por volta das 28 semanas de gestação, pois a placenta pode 'migrar' com o crescimento uterino, e para buscar sinais de acretismo placentário.
Não, a cesárea não é sempre obrigatória. Embora seja a via de parto mais comum devido ao risco fetal, em casos de feto morto ou inviável, e se as condições maternas e cervicais forem favoráveis, o parto vaginal pode ser considerado.
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