DPP e Placenta Prévia: Manejo e Fatores de Risco

HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2025

Enunciado

Sobre síndromes hemorrágicas da segunda metade da gestação, assinale a alternativa incorreta:

Alternativas

  1. A) Os fatores de risco para placenta prévia incluem: cesárea anterior, gestação múltipla, multiparidade, idade materna acima dos 35 anos, tabagismo, uso de cocaína, fertilização in vitro, curetagens e cirurgias uterinas anteriores, bem como abortos eletivos e espontâneos.
  2. B) O achado ultrassonográfico isolado de inserção placentária segmentar, antes da 20a semana, pode ocorrer em até 25% das gestantes normais.
  3. C) Todas as pacientes com sangramento da segunda metade da gravidez têm indicação de internação para avaliação materna e fetal.
  4. D) Quando o diagnóstico é descolamento prematuro de placenta, a cesárea é obrigatória.
  5. E) Na gestante com placenta prévia ou placenta de inserção baixa, deve-se repetir a ultrassonografia para confirmar esse diagnóstico com 28 semanas e buscar sinais de acretismo placentário, que é uma condição progressiva e as imagens vão mudando com o avanço da idade gestacional.

Pérola Clínica

DPP não implica cesárea obrigatória; parto vaginal pode ser indicado em feto morto ou inviável.

Resumo-Chave

Embora a cesárea seja comum no descolamento prematuro de placenta (DPP) devido ao risco fetal, ela não é obrigatória. Em casos de feto morto ou inviável, o parto vaginal pode ser a via de escolha, dependendo das condições maternas e cervicais, desde que não haja contraindicações maternas.

Contexto Educacional

As síndromes hemorrágicas da segunda metade da gestação representam emergências obstétricas significativas, com potencial morbimortalidade materna e fetal. As principais causas incluem placenta prévia e descolamento prematuro de placenta (DPP), cada uma com características clínicas, fatores de risco e abordagens de manejo distintas. A identificação precoce e a conduta adequada são cruciais para o desfecho favorável. A placenta prévia é caracterizada pela implantação da placenta sobre ou muito próxima ao orifício interno do colo uterino, manifestando-se tipicamente com sangramento vaginal indolor. Seus fatores de risco são múltiplos e incluem cesárea anterior, multiparidade e idade materna avançada. O diagnóstico é ultrassonográfico, e o acompanhamento é fundamental para avaliar a resolução ou a persistência da condição, bem como o risco de acretismo placentário. O descolamento prematuro de placenta (DPP) é a separação da placenta da parede uterina antes do nascimento do feto, geralmente associado a dor abdominal e sangramento. A conduta no DPP depende da vitalidade fetal e da gravidade do descolamento. Embora a cesárea seja frequentemente indicada para salvar a vida fetal, em situações de feto morto ou inviável, e com condições obstétricas favoráveis, o parto vaginal pode ser a via de escolha, desmistificando a ideia de que a cesárea é sempre obrigatória.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para placenta prévia?

Os fatores de risco para placenta prévia incluem cesárea anterior, gestação múltipla, multiparidade, idade materna avançada (acima de 35 anos), tabagismo, uso de cocaína, fertilização in vitro e cirurgias uterinas prévias, como curetagens.

Quando a ultrassonografia deve ser repetida para confirmar placenta prévia?

A ultrassonografia para confirmar placenta prévia ou inserção baixa deve ser repetida por volta das 28 semanas de gestação, pois a placenta pode 'migrar' com o crescimento uterino, e para buscar sinais de acretismo placentário.

A cesárea é sempre obrigatória no descolamento prematuro de placenta (DPP)?

Não, a cesárea não é sempre obrigatória. Embora seja a via de parto mais comum devido ao risco fetal, em casos de feto morto ou inviável, e se as condições maternas e cervicais forem favoráveis, o parto vaginal pode ser considerado.

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