HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2022
Em relação às síndromes coronarianas agudas (SCA), assinale a alternativa ERRADA:
SCA: IAMCSST = trombo vermelho (oclusivo, fibrina/hemácias); AI/IAMSSST = trombo branco (suboclusivo, plaquetas).
A distinção entre os tipos de trombo nas SCA é crucial para o entendimento fisiopatológico e a abordagem terapêutica. No IAMCSST, o trombo é oclusivo, rico em fibrina e hemácias (vermelho), exigindo reperfusão imediata. Já na angina instável e IAMSSST, o trombo é suboclusivo, rico em plaquetas (branco), e a terapia antiplaquetária é central.
As Síndromes Coronarianas Agudas (SCA) representam um espectro de condições clínicas resultantes da isquemia miocárdica aguda, sendo uma das principais causas de morbimortalidade cardiovascular globalmente. A compreensão de sua fisiopatologia é crucial para o diagnóstico e manejo adequados, que se iniciam com a avaliação da dor torácica e um eletrocardiograma (ECG) de 12 derivações, que atua como um "divisor de águas" na classificação inicial. A fisiopatologia central das SCA envolve a ruptura ou erosão de uma placa aterosclerótica, levando à formação de um trombo intraluminal. A composição e o grau de oclusão desse trombo determinam a apresentação clínica. No Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMCSST), há uma oclusão coronariana completa por um trombo rico em fibrina e hemácias (trombo "vermelho"), exigindo reperfusão imediata. Já na Angina Instável (AI) e no Infarto Agudo do Miocárdio sem Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMSSST), a oclusão é subtotal, com um trombo predominantemente plaquetário (trombo "branco"). Outros mecanismos incluem espasmos coronarianos, inflamação e aumento da demanda miocárdica. O tratamento das SCA varia conforme a apresentação. No IAMCSST, a prioridade é a reperfusão coronariana (angioplastia primária ou trombólise). Para AI/IAMSSST, o manejo inicial foca na estabilização clínica com terapia antiplaquetária dupla, anticoagulação e controle dos sintomas, com estratificação de risco para definir a necessidade de intervenção coronariana. A dor típica é retroesternal, opressiva, com irradiação clássica, e o ECG é fundamental para guiar a conduta, embora não seja o único critério diagnóstico.
O ECG é um "divisor de águas" na SCA, pois permite diferenciar o Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMCSST), que exige reperfusão imediata, da Angina Instável (AI) ou Infarto Agudo do Miocárdio sem Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMSSST).
Os cinco principais mecanismos incluem trombose (ruptura de placa), obstrução mecânica (placa aterosclerótica), obstrução dinâmica (espasmos coronarianos), inflamação e aumento da demanda miocárdica (angina secundária).
A dor da SCA é classicamente retroesternal, opressiva, podendo irradiar-se para o pescoço, mandíbula, ombros, braços (com predileção pelo esquerdo) e dorso, frequentemente acompanhada de sintomas autonômicos.
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