CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2024
Paciente apresenta vasos "gigantes", tortuosos e com comunicação arteriovenosas na retina. Diante destes achados, qual a conduta inicial mais apropriada?
Vasos em 'saco de minhocas' na retina → Investigar malformações em SNC (RM de crânio).
A presença de comunicações arteriovenosas retinianas exuberantes (hemangiomatose racemosa) define a Síndrome de Wyburn-Mason, exigindo triagem para malformações vasculares cerebrais ipsilaterais.
A Síndrome de Wyburn-Mason faz parte do grupo das facoematoses, mas diferencia-se por não apresentar tumores, e sim malformações vasculares. Clinicamente, as lesões retinianas são unilaterais e podem variar de pequenas comunicações isoladas a grandes complexos vasculares que ocupam todo o fundo de olho. Embora as lesões retinianas raramente sangrem, elas podem causar baixa visual por compressão do nervo óptico ou alterações secundárias. A prioridade clínica é sempre a exclusão de MAVs cerebrais, que são potencialmente fatais e frequentemente localizadas ipsilateralmente às lesões oculares.
Também conhecida como hemangiomatose racemosa, é uma facoematose não hereditária caracterizada por malformações arteriovenosas (MAVs) congênitas que envolvem a retina e o sistema nervoso central, especialmente o mesencéfalo e o quiasma óptico, podendo afetar também a face (região orbitária).
A associação entre MAVs retinianas e MAVs intracranianas é alta na Síndrome de Wyburn-Mason. As malformações cerebrais podem ser extensas e causar hemorragias intracranianas graves, convulsões ou déficits neurológicos. A RM de crânio com angiorressonância é o padrão-ouro para localizar e avaliar o risco dessas lesões.
Os vasos apresentam-se extremamente dilatados, tortuosos e com comunicações diretas entre artérias e veias, sem leito capilar interposto. O aspecto é descrito classicamente como um 'saco de minhocas' ou 'cabeça de medusa' na retina, geralmente não apresentando extravasamento na angiofluoresceína por serem vasos de alto fluxo.
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