IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2025
Um paciente de 20 anos é atendido com quadro de palpitação paroxística. Realizado Holter de 24 horas evidenciou-se períodos de fibrilação atrial com alta resposta ventricular. Sua função tireoidiana é normal. ECG em ritmo sinusal com Intervalo PR de 100 ms, QRS 0,16 segundos e deflexão ascendente e lenta da porção inicial do complexo QRS. Assinale a alternativa que contém a conduta mais recomendada para esse paciente.
WPW (PR curto, QRS largo, onda delta) + FA com alta resposta → ablação por cateter é tratamento curativo de escolha.
O ECG do paciente é clássico de Síndrome de Wolff-Parkinson-White (WPW), uma via acessória que pré-excita os ventrículos. A presença de Fibrilação Atrial (FA) com alta resposta ventricular em WPW é perigosa, pois a via acessória pode conduzir impulsos rapidamente, levando a taquiarritmias ventriculares graves. A ablação por cateter é o tratamento curativo e mais recomendado para eliminar a via acessória.
A Síndrome de Wolff-Parkinson-White (WPW) é uma condição de pré-excitação ventricular causada pela presença de uma via acessória (feixe de Kent) que conecta os átrios aos ventrículos, contornando o nó atrioventricular. Essa via permite a condução elétrica mais rápida, resultando em achados eletrocardiográficos característicos: intervalo PR curto, complexo QRS alargado e a presença de onda delta. A WPW é a causa mais comum de taquicardia supraventricular paroxística em jovens. Pacientes com WPW podem ser assintomáticos ou apresentar palpitações, tontura, síncope e, em casos graves, morte súbita cardíaca. A complicação mais temida é a fibrilação atrial (FA) com condução rápida pela via acessória, que pode levar a uma taquicardia ventricular ou fibrilação ventricular, com risco de instabilidade hemodinâmica e óbito. A função tireoidiana normal no caso exclui uma causa secundária para a FA. O tratamento da WPW sintomática, especialmente na presença de FA com alta resposta ventricular, é a ablação por cateter da via acessória. Este procedimento, guiado por estudo eletrofisiológico, oferece uma alta taxa de sucesso na eliminação da via e na cura da síndrome, prevenindo eventos arrítmicos futuros. Medicamentos que bloqueiam o nó AV (como digoxina, verapamil, diltiazem e betabloqueadores) são contraindicados em WPW com FA, pois podem aumentar a condução pela via acessória e precipitar arritmias fatais.
No ECG em ritmo sinusal, a Síndrome de Wolff-Parkinson-White (WPW) é caracterizada por um intervalo PR curto (<120 ms), um complexo QRS alargado (>100 ms) e a presença de uma onda delta, que é uma deflexão ascendente lenta na porção inicial do complexo QRS, representando a pré-excitação ventricular.
A fibrilação atrial em pacientes com WPW é perigosa porque a via acessória pode conduzir impulsos atriais para os ventrículos muito rapidamente, contornando o nó AV. Isso pode levar a uma taquicardia com QRS largo e alta resposta ventricular, que pode degenerar em fibrilação ventricular e morte súbita cardíaca.
O tratamento mais recomendado para WPW sintomático, especialmente em pacientes com fibrilação atrial, é o estudo eletrofisiológico seguido de ablação por cateter da via acessória. Este procedimento oferece uma cura definitiva na maioria dos casos, eliminando o risco de taquiarritmias graves e morte súbita.
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