Fibrilação Atrial em WPW: Diagnóstico e Conduta

HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2019

Enunciado

Uma paciente de 45 anos de idade sente tontura, pressão no peito e fadiga há três horas. Durante o exame, verifica-se que ela apresenta níveis pressóricos de 80 mmHg x 50 mmHg e FC = 140 bpm, associada a má perfusão periférica. Ao ECG, nota-se que ela tem fibrilação atrial, sendo que um ECG basal prévio mostrou ondas delta. A respeito desse caso clínico, assinale alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Essa paciente não possui risco de taquicardia ventricular, pois a respectiva fibrilação atrial possui complexo QRS estreito, assim o risco maior seria evolução para taquicardia supraventricular.
  2. B) A onda delta indica a presença de extrassístoles ventriculares (provável disfunção do nó sinusal); assim, o diagnóstico para esse caso é fibrilação atrial com complexo de QRS alargado.
  3. C) A terapia de escolha para essa paciente seria administração de betabloqueadores, com objetivo de redução da frequência cardíaca.
  4. D) A terapia com verapamil é uma opção aceitável para ser realizada nessa paciente em caráter de emergência, em razão da rápida absorção e objetivando a redução da frequência cardíaca e do inotropismo cardíaco.
  5. E) O diagnóstico clínico dessa paciente é fibrilação atrial em uma paciente portadora de síndrome de Wolff-Parkinson-White, indicado pelas ondas delta no ECG anterior, que mostram uma via acessória ao nó atrioventricular para a comunicação elétrica.

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