Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2021
Homem de 23 anos, com quadros de palpitações taquicárdicas de repetição, algumas com reversão espontânea e algumas após manobra de Valsalva. No momento está assintomático e com alargamento do QRS, conforme derivações abaixo do eletrocardiograma de repouso. O provável diagnóstico é
WPW: palpitações, taquicardia paroxística, ECG com QRS alargado, onda delta e PR curto em repouso. Manobra de Valsalva pode reverter.
A Síndrome de Wolff-Parkinson-White (WPW) é uma síndrome de pré-excitação ventricular caracterizada pela presença de uma via acessória (feixe de Kent) que desvia o impulso elétrico do nó atrioventricular. No ECG de repouso, isso se manifesta como um intervalo PR curto, onda delta (empastamento inicial do QRS) e alargamento do QRS. Pacientes frequentemente apresentam taquicardias paroxísticas que podem ser revertidas por manobras vagais.
A Síndrome de Wolff-Parkinson-White (WPW) é uma das síndromes de pré-excitação ventricular mais conhecidas e clinicamente relevantes. Caracteriza-se pela presença de uma via acessória anômala (feixe de Kent) que estabelece uma conexão elétrica direta entre átrios e ventrículos, bypassando o nó atrioventricular. Essa condição é importante devido ao risco de taquiarritmias, que podem variar de palpitações incômodas a eventos potencialmente fatais, como a fibrilação atrial com condução rápida pela via acessória. A fisiopatologia da WPW reside na condução elétrica mais rápida pela via acessória em comparação com a via normal através do nó AV. Isso resulta em uma ativação ventricular precoce, manifestada no eletrocardiograma de repouso pela tríade clássica: intervalo PR curto, onda delta (empastamento inicial do QRS) e alargamento do complexo QRS. Os pacientes são frequentemente assintomáticos, mas podem apresentar episódios de taquicardia por reentrada atrioventricular (TRAV), que podem ser ortodrômicas (mais comum) ou antidrômicas. O diagnóstico é feito pelo ECG de repouso e pela história clínica de palpitações taquicárdicas. O tratamento varia desde a observação em pacientes assintomáticos até a ablação por cateter da via acessória em pacientes sintomáticos ou com alto risco de arritmias graves. Manobras vagais, como a de Valsalva, podem ser eficazes na interrupção de taquicardias por reentrada que envolvem o nó AV. É fundamental para o residente reconhecer o padrão eletrocardiográfico e entender as implicações clínicas da WPW.
No ECG de repouso, a Síndrome de Wolff-Parkinson-White é caracterizada por um intervalo PR curto (<0,12s), a presença de uma onda delta (empastamento inicial do complexo QRS) e um alargamento do complexo QRS (>0,10s).
As manobras de Valsalva aumentam o tônus vagal, o que pode lentificar a condução pelo nó atrioventricular. Em taquicardias por reentrada que envolvem o nó AV (como a taquicardia por reentrada atrioventricular na WPW), essa lentificação pode interromper o circuito de reentrada e reverter a arritmia.
A WPW é causada pela presença de uma via acessória anômala (feixe de Kent) que conecta diretamente os átrios aos ventrículos, contornando o nó atrioventricular. Isso permite a pré-excitação ventricular, ou seja, a ativação precoce dos ventrículos, e cria um substrato para taquicardias por reentrada.
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